quarta-feira, 19 de setembro de 2018

NO CHÃO DAS ÁGUAS






Na exuberância dos sapais
nidificam garças
indiferentes ao ciclo das marés

tão breves
num verso
sedimentam o rio

Quando entardece
resgatam memórias
banham-se no chão das águas

quase humanas 
espargem cores
fáceis de explicar



eufrázio filipe


12 comentários:

Teresa Almeida disse...

As palavras emanam da intensidade da imagem. Belíssimo poema!

Beijo.

Janita disse...

As cores identificam-se, mas nem sempre se explicam.
Assim como não se explica de onde e como nasce, a beleza que brota das palavras do Poeta.

Beijos.

Agostinho disse...

Tão breve num verso feito garça.
Resplandecente
na mão do Poeta.

Abraço

Elvira Carvalho disse...

Não sei o que mais me encantou. Se a beleza das garças, se a beleza do poema.
Abraço
Abraço

Rogerio G. V. Pereira disse...

(Bonito, isto!)

jrd disse...

Exuberantes são as cores na suavidade do poema.
Grande abraço

Julia Tigeleiro disse...

A beleza infinita das coisas caladas.lindo, lindo, poeta.

teresa dias disse...

O colorido forte da imagem e a beleza serena dos versos do poeta.
Lindo!
Abraço e bom fim-de-semana.

Majo Dutra disse...

Imagética e analogia singulares...
Porém, os humanos não podem ignorar
o ciclo das marés...
Abraço, Amigo.
~~~~

Tétisq disse...

A simplicidade é fácil de explicar mas difícil de entender.
Boa semana.

Graça Pires disse...

As garças. Resgatam memórias de cores e sons que guardámos no olhar e por dentro do peito. Maravilhoso, meu Amigo!
Uma boa semana.
Um beijo.

Graça Sampaio disse...

Muito, muito belo!!!