"VIOLINISTA" Diego Dayer
As pedras marinhas de tão azuis regressam à tona
juntam-se para respirar a paciência das aves
pousadas no ar
a cumprirem destinos de migalhas
(respiram fundo pelas narinas do vento)
Viris e soltas povoam afluentes puríssimos
novos celeiros
(talvez por isso queiram voar contra o rosto das palavras
ou pairar como sinais de penas)
As pedras marinhas reanimam a voz oculta da luz
que se quer liberta insofrida
(a coragem de lutar sobre ruínas)




