
Neste chão que bebemos às mãos cheias
tudo se move em círculos de faúlhas e tremulinas
até a ancorada sombra das pedras
rasga percursos
no mesmo espaço das aves
em voos rasos
por sobre um lume de grinaldas
ao longe muito longe
onde um barco em flor
nos quer sonhar
Vindimamos estranhas marés
miragens quase perfeitas
e outros velames
Colhemos o sopro nas pétalas que dardejam
cumprimos as sílabas pelos dedos
para que tudo aconteça
com um toque irrepetível
no ressoar das águas
mas que não arda
a primitiva chama



