terça-feira, 12 de maio de 2009

SOPRO DE VENTO



Tão longo é o caminho
que nos sustenta

a nudez da fala
que nos liga

Por vezes
basta uma brisa
na constelação dos azuis
para atear as águas

Na verdade
até onde chegam as marés
mesmo que se rasguem
as palavras
não há fronteiras

para um sopro de vento

38 comentários:

oasis dossonhos disse...

belíssimo, este poema!

Mateso disse...

Mas onde vem a preia-mar?No sopro do amanhã?
Assim o espero.
Bj.

Véu de Maya disse...

belissimo, este sopro de vento...poderoso e leve ao mesmo tempo...muito bela a imagem.

abraço

Maria disse...

Belíssimo!
Não tenho mais palavras...

Um abraço

Tchi disse...

Sopros que refrescam o céu da alma quando a terra queima e o mar turbulenta.

Madalena disse...

"Caramba! Que bonito!"

Foi a exclamação que me saiu ainda em linha com uma amiga no Skype.

É o que sinto. Eu que de momento só sei escrever "sátiras" à laia vicentina.

Obrigada pela paz desta pausa.

Madalena

Justine disse...

Parece estar fechada à brisa, a fronteira do teu campo de azuis, tal a placidez, tal o silêncio...

Teresa Durães disse...

o vento consegue sempre alcançar longe

Laura disse...

Um sopro de vento que me chegou por palavras.

Madalena disse...

Que coisa boa de ler! :)

E como eu gostaria de atingir a liberdade de "um sopro de vento".

jrd disse...

Porque o vento é livre...como o vento.

esequiel lino disse...

... "meu querido Amigo" !

Lindo o teu poema...

"não há fronteiras...para um sopro de vento..." - : - Não há fronteiras para a "pureza", lealdade, amizade e COERENCIA...na VIDA!

Traduzindo à moda da minha aldeia: - não há fronteiras, "quando se tem vergonha na cara" - Ab. - EL

isabel mendes ferreira disse...

tão longo o caminho....tão breve o sopro.

tão belo. aqui!!!!!


b.e.i.j.o.

Anónimo disse...

"Caminho longo"

Caminho longe
Irregular
mas conducente
mesmo em situação
de ausente...
...longe...
da brisa
que alimenta
"um sopro de vento"
em cada coração

princesa

martelo-polidor disse...

se fronteiras houver, talvez ao pé do infinito,,,

utopia das palavras disse...

Mesmo que rasguem os horizontes, as tuas palavras não têm fronteiras!
Belo poema!

Beijo

Marta disse...

mais um belo sopro de palavras!

SILÊNCIO CULPADO disse...

Mar Arável

Não, não há fronteiras para um sopro de vento.
E mesmo que se "rasguem as palavras" fica sempre um rastro de luz atrás de quem caminha em direcção ao infinito.


Abraço

GMV disse...

Belo. Belo. Belo.

Adorei.

Beijo meu

Maria P. disse...

Que lindo!

Beijinho*

São disse...

Lindo, verdadeiramente lindo!
E muito bem ilustrado, sem dúvida.

Bom fim de semana.

Lena disse...

Belo poema..

Basta uma pequena brisa
para acordar a natureza.

Bjos

AnaMar (pseudónimo) disse...

Vento que nos leve a bom porto...

pin gente disse...

não há fronteiras para as palavras!

que bom ter vindo...
um abraço
luísa

anamar disse...

Na leitura das suas palavras , seti a brisa que delas corre!
:))

Maria Clarinda disse...

Lindo!!!!O teu poema e a foto.Jhs

Carla disse...

porque os sopros de vento quebram barreiras, derrubam fronteiras...
bom fim de semana

Adriana disse...

"Tão longo o caminho q nos sustenta",lindo isso! Acho q esse foi um dos seus melhores.Para as marés no há fronteiras mesmo...

isabel mendes ferreira disse...

(comovida) .




obrigada.

PAS[Ç]SOS disse...

nem para as palavras, mesmo rasgadas, haverão fronteiras se, na verdade, sopradas pelo vento atearem brisas que vistam a fala e desnudem emoções

maré disse...

pois não Eufrázio.

nem para esta beleza
contida nas palavras
rasgadas de marés

___
um beijo

Menina do Rio disse...

Um sopro de vento na caminhada é sempre um alento!

Beijinhos

Maria disse...

Eufrázio,

ah! como é verdade... "por vezes basta uma brisa" mesmo!

muito belo este poema.

um abraço e um sorriso :)
mariam

legivel disse...

- Reparaste como hoje o azul do céu se confunde com o do mar?
- Já notei, sim. Mas não balances demasiado a canoa que não me apetece molhar os pés.
- Sempre o mesmo coração de pedra, homem! E da nudez da fala que nos liga? não te impressiona?
- Estás a brincar comigo, pela certa. De tanga já eu ando com a carestia de vida que me atravessa o corpo...

... e assim foram dialogando até chegar à margem ajudados por um ligeiro sopro de vento. Sem fronteiras.

Donagata disse...

E tanto que eu gosto dessas constelações de azuis, e das brisas e da nudez da fala...

Uma boa semana

Graça Pires disse...

Atear as águas até onde chegam as marés... Lindíssimo.
Um abraço.

gabriela rocha martins disse...

há uma maré de espanto no teu poema
se acaso espanto é a palavra certa

para a nudez rasgada em teus versos
belos


.
um beijo

Alana disse...

Eufrázio,

De uma espontaniedade organizada ... escreve com corpo e alma... Lindo o poema !!

Abraços

Alana