sexta-feira, 6 de maio de 2016
segunda-feira, 2 de maio de 2016
FLORES DE ESPUMA
Um círculo de garças
nem brancas nem esguias
adormecem nos barcos ancorados
com olhos excessivos
Nesta ilha sem vista para o mar
navegam águas improváveis
faúlhas num incêndio
de partículas sitiadas
Aqui paira o aroma da cânfora
em ressonâncias quase divinas
poisam lábios em cálices de cicuta
O mar não é sempre azul
e talvez por isso se agite
nos mapas imaginários
rasgue caminhos
para não se perderem os náufragos
Nesta ilha de bálsamos
onde os destinos se desmentem
afagamos ruínas soltamos hinos
por sobre a memória das pedras
damos voz aos silêncios
até que as garças
se tornem brancas e esguias
como flores de espuma
Eufrázio Filipe
( 2008 )
terça-feira, 26 de abril de 2016
terça-feira, 19 de abril de 2016
INCÊNDIO DE CRISÁLIDAS
A prumo neste clamor de socalcos
passo a passo
temos todo o tempo
em pleno voo
sem mapas nem destinos
para nos perder e encontrar
Quando te penso Abril
não estou a carpir lágrimas
festejo os olhos dos pássaros
o latido dos mares
solto barcos
sopro faúlhas
vejo-te em flor
num incêndio de crisálidas
asas abertas
a refulgir madrugadas
Eufrázio Filipe
sexta-feira, 15 de abril de 2016
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