sábado, 16 de maio de 2020

MAREANTES DO VENTO







Crescemos na nudez das rochas
crescemos e desmaiamos
conforme as marés

vertemo-nos líquidos
em caudais de sons
ardidos no sal
no delírio da espuma
por todo o corpo

crescemos na substância das pedras
com asas muito leves

não somos barcos de carregar velas
somos mareantes do vento


"chão de marés"

12 comentários:

" R y k @ r d o " disse...

Inspiração, criatividade poética. A imagem é magistral
.
Bom fim de semana
Proteja-se

Cidália Ferreira disse...

Bonito poema, como sempre. Parabéns!
-
Ilusório melodioso ...

Beijo, e um bom fim de semana.

Rogério G.V. Pereira disse...

"crescemos na substância das pedras
com asas muito leves"

Contudo, voamos!

Ailime disse...

Na vertigem das marés, sobrevivemos.
Magnífico poema.
Beijinhos,
Ailime

Elvira Carvalho disse...

Crescemos na nudez das rochas
crescemos e desmaiamos
conforme as marés.

Todavia continuamos o nosso fado até ao suspiro final.
Abraço e bom domingo e cuide-se

Canto da Boca disse...

Mareantes de ventos, que navegaram todo o mundo!
Crescente fazer poético a cada novo e invulgar poema!

:)

Teresa Durães disse...

Somos seres frágeis apenas. Muito belo

José Carlos Sant Anna disse...

Somos uma ondulação da canção
quando o amor é vento...
Um abraço,

AC disse...

Mareantes do vento, cumprindo o seu destino, com a poesia a tiracolo. Sem folgas.

Grande abraço, Eufrázio

Agostinho disse...

"Não somos barcos de carregar velas"!
Que sorte de ser barco e ter poesia
ambrósia do nosso dia a dia
Abraço.

Graça Pires disse...

Mareante ao vento me sinto consigo, meu Amigo. Às vezes até somos barcos e partilhamos a cumplicidade das marés através das palavras…
Uma boa semana com muita saúde.
Um beijo.

© Piedade Araújo Sol disse...


somos seres
com asas
e aromas salinos

:)