quarta-feira, 19 de outubro de 2016

A SÍNTESE DA NUDEZ






No chão das marés
vermelha nas pétalas
despontou uma flor
que se mexe
como as pontes

nas mansas águas
a síntese improvável
da nudez

Eufrázio Filipe


13 comentários:

A. disse...

Mas acontece!... E todas as pontes estão de pernas abertas... aos rios que se insinuam até ao mar!... Talvez arável :)



Abraço

Marta Vinhais disse...

Mas nada é improvável... se a vida emerge...
Lindo...
Obrigada pela visita
Beijos e abraços
Marta

Sandra Louçano disse...

Maravilhosa esta sequência poética que tem como pano de fundo, ou como protagonista principal, o mar.
Parabéns :)

Maria Rodrigues disse...

Belíssimo poema.
Um abraço
Maria

Ana Tapadas disse...

Belíssimo!

Pequenos poemas, assim, fazem sínteses perfeitas!


Bj

MAR disse...

Lindo, lindo, lindo.
Cariños para ti.
mar

Agostinho disse...

Poesia curta?
Imensa!
Cresce, paradoxalmente,
na medida certa da tecitura
do mar arável.

Abraço

graça Alves disse...

Belo poema e imagem!
bj

manuela barroso disse...

Na delicadeza da imagem,a grandeza do poeta que se projeta na sua sombra.
Belíssimo!
Beijo!

Majo Dutra disse...

Também gosto de apreciar o mar arável,
as praias e as marés na sua serena nudez...
Muito belo, Poeta.
Bj ~~~~~~~~

Rúbida Rosa disse...

Simplesmente bonito.

Odete Ferreira disse...

Há sempre algo ou alguém que resiste.
Um primor poético!
BJ

Teresa Almeida disse...

O cenário poético é tão apelativo!
De facto, uma flor reúne em si todos os voos.

Beijinho, Filipe.