sexta-feira, 21 de agosto de 2015

NÓMADAS






Nómadas
no sossego da preia-mar
aves flamejantes
fazem seus ninhos

entram no poema

caminham na água
pelos nossos pés

Nómadas
neste chão que flutua
despontam pétalas
sem impecilhos

tão leves
no teu regaço

embriagam-se com mensagens
no outro lado do cais


Eufrázio Filipe

18 comentários:

Salete disse...

Linda essa partilha.

Beijo.

Rogerio G. V. Pereira disse...

(bonito, isto!)

Suzete Brainer disse...

O poema como a ponte
nos caminhos das águas
entre cais distantes,
vidas que se comunicam...

Belíssimo...
Bjs.

Agostinho disse...

Nómadas nós
à beira-mar plantados
em enganos e fados

BFS

Silenciosamente ouvindo... disse...

Há muitos nómadas
sobre as águas perigosas...
Abraço amigo
Irene Alves

tb disse...

Como as aves...

heretico disse...

aves flamejantes a incendiar o poema.
por dentro...

belo, meu caro Poeta.

fraterno abraço

Cristina Cebola disse...

Incrível, a forma como escreve na água, no ar, na alma...
Abraço Poeta!!

Isa Sá disse...

Bonito poema. Bom domingo.

Isabel Sá
http://brilhos-da-mofa.blogspot.pt

Sónia M. disse...


Nunca saberás, Poeta, o que dás a quem te lê...
Grata!

Beijo

Majo disse...

~~~
~~~ Sossego, serenidade...
~~ Deliciosamente imagético,
~~~ emocional e amoroso...

~~ Um poema de rara beleza!
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

~~~~ Beijo, Poeta amigo.
~ ~ ~ ~ ~

Teresa Durães disse...

Nómadas procurando uma ponte!

© Piedade Araújo Sol disse...

no outro lado do cais
as aves desenham nomes na água
e o vento leva-as para outras paragens...

:)

Acordar Sonhando . SOL da Esteva disse...

"[...]pétalas
sem empecilhos[..] adornam os sinais que, ondulando, nos chegam do outro lado.
Belo sentido de mensagem.

Abraços

Jane Gatti de Campos disse...

Como as aves que adentram o poema, a poesia invade a nossa alma. Abraços.

jrd disse...

Os nossos pés têm asas e apontam o caminho das aves sobre as águas.
Abraço poeta

manuela baptista disse...

é este um tempo nómada na preia-mar

Odete Ferreira disse...

Com a leveza da liberdade só podem nascer poemas assim, mensageiros de boas novas...
Ai esta tua arte poética...
:) :)