terça-feira, 3 de setembro de 2013

NOS LÁBIOS DA AREIA



                                     desenho de ÁLVARO CUNHAL


Ao entardecer
um bando de pássaros
desenhou
na palma das nossas mãos
uma vida inteira

e tudo parecia
mais azul que os céus

No seu linguajar
mais alto que o voo
duas linhas paralelas aconteceram
prolongadas paralelas
que se encontram
aonde os olhos não mentem

Ao fim da tarde
tudo é mais claro

até a noite cheia
nos lábios da areia


 

30 comentários:

Anónimo disse...

os olhos não mentem

Isabel disse...

gostei do poema e o desenho é muito bonito.

Um beijo.

trepadeira disse...

O desenho ilustra muito bem, tudo é mais claro ao fim da tarde.

Abraço,

mário

ana disse...

Muito bonito mas vai ao encontro do registo que usa com alguma frequência.
Ai não se zangue!...

Um abraço. :)

jrd disse...

Quando a noite vem beijar o Mar nos lábios da areia.

Abraço Poeta

Ailime disse...

Belíssimo poema e desenho de Cunhal! Ao entardecer tudo fica mais visível. Bjs Ailime

Parole disse...

O entardecer encerra um ciclo, mas eu nunca quero ir...

Sempre lindo e imenso.

Lídia Borges disse...


Luzes crepusculares!...

Um beijo

marlene edir severino disse...

Parece até que pára o tempo...

Seria a explicação para ampliar a visão?

Abraço, poeta!

Bandys disse...

Poesia e imagem em sincronia,

Muito belo!

beijos

GL disse...

Lindissimo o desenho de Álvaro Cunhal. Que Homem completo, este!
O entardecer é o momento de todas as "loucuras", o momento mágico por excelência.

Beijinho.

ॐ Shirley ॐ disse...

Lindo, muito bom, gostei! Beijo!

anamar disse...

Pouco a pouco vou retomando o hábito da tua paisagem.

Saudades tenho.

beijo grande

Sónia M. disse...

Ao entardecer tudo se vê

e já tudo se pode

Beijo

Sónia

Tétisq disse...

Eu adoro fins de tarde! Este é muito bonito :)

:.tossan© disse...

Neste belo espaço eu posso apreciar e sentir a poesia de verdade. Abraço

© Piedade Araújo Sol disse...

o desenho do Álvaro Cunhal ilustra muito bem as tuas palavras.

ao fim da tarde tudo pode ser mais claro, depende apenas do olhar...

:)

Maria João Brito de Sousa disse...

Bela... e também viva, segundo me parece, essa imagem das linhas "que se encontram aonde os olhos não vêem"...

Abraço!

Diamantina Bica disse...

Belissima

Anabela Couto Brasinha disse...

Belo!
Gostei especialmente dos últimos versos!

Continuação de bons escritos!

Cristina Cebola disse...

Assim fossem os nossos horizontes:
a procura incessante do ponto, onde duas linhas paralelas se cruzam na perspectiva do nosso olhar...

Belo momento, como sempre!
Bom fim de semana...:)

Suzete Brainer disse...

A liberdade do voo

ao entardecer sempre

bela aos pássaros...

O caminho que fazemos

ao olhar-los, nos

proporciona acreditar

nas nossas próprias asas...

Sempre viajo nas tuas

belas metáforas!

Abraço.

Branca disse...

É tudo tão claro na sensibiliddae dos teus versos, que a saudade de vir por aqui é permanente.

Dar-nos a beber poesia desta é encher-nos a alma de frescura.

Um dia, talvez não muito distante hei-de voltar a escrever. Por ora leio-vos e contemplo a beleza deste mar.

Beijos

Beijos, sempre.

Janita disse...

Lindo o desenho de Cunhal e a poesia tem o linguajar próprio das coisas belas!
O Mar vem beijar os lábios da areia em noites de Lua cheia e o impossível acontece, porque os olhos não mentem...duas linhas paralelas se encontram, no nosso horizonte imaginário.

Beijo!

Ana Tapadas disse...

Como a paisagem se transmuda afectos...
Belíssimo.

bjs

Rita Freitas disse...

Talvez exista um filtro especial ao fim da tarde :)

Mel de Carvalho disse...

creio que Cunhal gostaria de ver este poema a "ilustrar" um trabalho seu. muito belo, sem dúvida.

fraterno abraço
Mel

Graça Sampaio disse...

Belo poema de amor! Muito bonito mesmo!

Os desenhos de A. Cunhal são muito bons! Um homem tão duro , ao mesmo tempo, tão sensível!

Beijinho

manuela baptista disse...

é por isso

que os pássaros cantam ao fim da tarde

Armando Sena disse...

Na verdade, tudo cabe na palma das nossas mãos.