quinta-feira, 26 de setembro de 2013

JANGADA



                                               "Mar Arável"   1988



Minha jangada disponível para os lábios

porque reúnes tantas claridades?
e te entregas quase ilegível ao poema?

porque te espantas florida de pequenos nadas?

porque rebentas coração e te transportas?

porque finges ser jangada?


 

18 comentários:

Janita disse...

Se a jangada não for de pedra, leve navegará, coberta de suaves aromas de flores,
disponível para os lábios do poeta.
Mas, se não for jangada, porque fingirá ser?
Para que a navegação se torne mais atraente e sensual?
Mistério!

Abraço.

marlene edir severino disse...

Reunir tanta claridade
é pura sedução

Beijo, poeta!

Maria Luisa Adães disse...

Porquê?...

"Se tu finges ser jangada
porque o fazes?

Chamaste a isso
o teu destino
Passado, Presente
e Futuro?

Talvez deixes de o ser, ou se-lo-ás sempre e eu entendo, gosto e aceito!

Maria luísa

A. disse...

Não!... Nunca houve jangadas de pedra, houve foi pedras, apenas!... Esta "jangada" do Mar é outra!... Estes lábios são outros, barcos leves que flutuam na profundidade de uma certa reflexão quase... própria!...


Abraço

trepadeira disse...

Uma jangada a caminho da libertação.

Abraço,

mário

Sonhadora (RosaMaria) disse...

Querido Poeta

Que essa jangada aporte a um cais seguro, sem ondas bravias.
Imenso sempre.

Um beijinho com carinho
Sonhadora

Bandys disse...

Uma jangada que desliza sobre mares não navegados.

Beijos

jrd disse...

Deixa-a fingir e assim ser livre. O teu Mar é verdadeiro e tanto basta.

Abraço amigo

Suzete Brainer disse...

A beleza translúcida

dos versos interrogativos

navegam poeticamente...

E belíssima a imagem...

Bj.

Sónia M. disse...

Bela a imagem e todas as interrogações.

Beijo

Maria Emilia Moreira disse...

Que bela jangada...leve e livre...e que aportará sem dúvida a um mar pleno de luz e poesia.
Bela a imagem também.
Abraços.
M. Emília

O tempo das maçãs disse...

Gosto das jangadas e das suas palavras, ainda mais quando há um coração entre elas.

Justine disse...

Porque me emociona sempre a poesia?

Anabela Couto Brasinha disse...

Se calhar não finge?!

Que haja sempre versos!

Continuação de bons escritos.
Sorriso!

Isabel disse...

Não parece fingimento!...

Ana Tapadas disse...

A jangada do homem que caminha na sua autenticidade...

bjs

ana disse...

Sorriso.
Gosto deste seu novo registo interpelativo.

lis disse...

Me faz lembrar o filme do 'poeta e o carteiro' quando ele começa a revelar as belezas da suas metáforas e diz que 'quando você explica, a poesia se torna banal,'portando,nada a comentar Eufrázio apenas navegar contigo nessa ilha onde tens uma jangada...
Belo poema.
* como faço pra adquirir 'chão de claridades'? tem algum site disponibilizando?

um abraço