quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

O PÃO CRESCEU NAS NOSSAS BOCAS



                                             Publicado no "Para lá do azul"
 
Ver-te assim tão indecifrável
nos contornos e nas arestas
ancorada nas marés
em chama viva
a entrar pela casa vazia
sem desistires do silêncio
a resistir mesmo quando doem
os passos e as pontes
fez-me pedir ajuda
a um cântaro de água fresca
às pedras que cantam e tropeçam
nos pés das videiras
 
Foi assim que nos despimos
e vindimámos
para os barcos cumprirem
o seu efémero destino
 
As uvas morreram nas tuas mãos
mas o pão cresceu nas nossas bocas
 
 


32 comentários:

Dilmar Gomes disse...

Bom poema, Felipe.
Um abraço daqui do sul do Brasil.
Tenhas uma boa noite.

Vento disse...

sem dúvida que o teu poemar é:
é único, Eufrázio.

Rain disse...

Sinceramente estou sem palavras. Este poema é lindo!!! Obrigado por poder lê-lo. Beijinho e uma boa noite.

Licínia Quitério disse...

É um muito belo poema. Um dia destes poderei dizê-lo, Poeta.
Beijo.

ana disse...

Peculiar porque me parece nostálgico e feliz ao mesmo tempo.
Beijinho. :)

Mel de Carvalho disse...

é sempre um prazer retornar a esta página, Eufrázio, e ler a sua poesia.

bem-haja, sempre.

fraterno abraço extensivo aos camaradas de quatro patas

Mel

Graça Sampaio disse...

Belo poema de amor! Muito diferente dos poemas que aqui costumo encontra! Muito bonito!

Rogério Pereira disse...

Hoje não abundam as palavras necessárias, são raros os versos de esperança e muito pouco os poemas que terminam saciados...

Foi tudo isso que aqui li
Graças a ti

Jorge disse...

A imagem e o poema formam um quadro de arte Mais!
Abrçs.

jrd disse...

Do pão do vinho e do amor.

Um Jeito Manso disse...

A essência da vida.

Gostei muito.

© Piedade Araújo Sol disse...

um poema de amor, escrito de uma forma muito peculiar, a que já nos habituou o seu autor.

mais um belo momento de poesia.

um ebijo

Lídia Borges disse...


"Para lá o azul" Perfeito!

Um beijo

Maria João disse...


Quando um poema lavra terra e mar, saio de alma plena.

Obrigada!

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Pão e vinho a emoldurar um belo poema...
Bom fds

Justine disse...

Todo o tempo é tempo de vindimas...

heretico disse...

corpos vindimados e bocas saciadas.
plenitude do amor...

abraço, meu caro Poeta

Anna disse...

Um amor lavrado nos corpos, cavado nas almas... E é tão belo!

Um beijo, Eufrázio. Bom fim de semana :)

Rita Freitas disse...

Belo e intenso, como sempre.

Bjinhos

Lena disse...

Lindo poema que me deixa sem palavras,
gostei muito

Bom fim de semana Eufrázio

Beijinhos

Sonhadora (RosaMaria) disse...

Poeta

Como sempre súblime e sem palavras para comentar o que apenas se deve sentir.

Um beijinho
Sonhadora

Lúcia Bezerra de Paiva disse...

Lembrei-me de Lorca:
"cabia-me todo o campo, na boca"...

Belíssima, a sua poesia!

Um abraço...

Ana disse...

... e a Poesia também ! Belíssimo !

Janita disse...

Belo poema!
Há vidas que vieram ao mundo para saciarem desejos...como um cântaro de água fresca!
Um beijo e boa semana.

irene alves disse...

Como diz a Rosa Maria sente-se e
é difícil comentar, mas gostei muito.
Bj.
Irene Alves

manuela baptista disse...

é bonito


um abraço

Canto da Boca disse...

Além da beleza estilística do poema, gosto dos tempos e interrogações que ele nos levanta...

Nilson Barcelli disse...

Um magnífico poema, com um final excelente.
Um abraço, caro amigo.

Sónia M. disse...

Onde há pão e água fresca,
não há fome nem sede.

Muito belo!
Beijo
Sónia

OceanoAzul.Sonhos disse...

Saudades de o ler. É um prazer mergulhar nestas palavras vestidas de emoção.

Um abraço

Sopro Vida Sem Margens disse...



Gostei bastante.

Beijo e bom fim de semana.

Olinda Melo disse...


Olá, Mar Arável

então, vou levar este poema. :)

Muito obrigada.

Olinda