quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A VOZ ME DOEU


 
 
 
Eu sei que tudo se move
 
até a sombra
em pleno voo
 
mas quando me sentei
na escarpa
para assistir a um concerto de pássaros
 
e os vi tão debruçados
 
só de os ver
 
a voz me doeu
 
 


35 comentários:

Céus de Jade disse...

Não sei que dizer! Adoro a tua poesia. Um quadro magnífico que aqui nos aparece. Quase visualizei a escarpa... Os pássaros. Maravilhoso. Beijinho. Boa noite.

Dilmar Gomes disse...

Belo momento lírico.
Um abraço.

Olinda Melo disse...


'Cantarei até que a voz me doa' neste desconcerto que é o mundo e daqui do alto da minha escarpa vos observo,
senhores....

:)

Olinda

deep disse...

Belo. :)

Mel de Carvalho disse...

"a voz me doeu"

assim é, tantas vezes. assim é.

gostei de o ler, estimado Eufrázio.

fraterno abraço.
Mel

Rita Freitas disse...

E nada mais belo que um concerto de pássaros neste poema.

Bjs

Anónimo disse...

"Sofria de amor, sentindo a dor."
Caro amigo, essa é a voz da sua alma.
Talvez os pássaros um dia regressem,com novas sinfonias, com um canto lírico de bem lhe querer.
E o afastem do silêncio ou do ruído da escarpa.
A imagem é uma perdição.

Miguel

Parole disse...

A sua poesia é maravilhosa.

Beijinho.

jrd disse...

Há que continuar a voar, mesmo quando a voz dos pássaros nos dói.

Abraço

Jorge disse...

Um quadro em poema! Belo!

lino disse...

Belíssimo poema!
Abraço

Anna disse...

Um punhado de versos que quase dói de tão belo...

Deixo-lhe um beijo

Rogério Pereira disse...

A atracção pelo abismo
não faz sentido
enquanto não se calarem os pássaros

De te ler
também a voz me doeu

São disse...

Poema lindo.

Bons sonhos

Lídia Borges disse...


Como a lira de Orfeu, este canto de encantos.

Um beijo

Maria Campos disse...

Doeu de lindo!

Janita disse...

Que belíssima imagem! A estátua tem algo de extremamente enternecedor. A paisagem outonal é um pouco deprimente, apesar dos poetas a elegerem, pelos seus tons dourados. Este local, na Primavera, deve ter um outro olhar.

Quando algo nos toca profundamente, mesmo estando em silêncio, a voz nos pode doer, como se fosse tocada por um ferro em brasa.
Eu já senti o mesmo!
Um beijo.

Jane Gatti disse...

Belo poema. Representa bem a sensibilidade do poeta: a dor que o belo provoca naquele que sabe ver e sentir. Abraços.

Felina disse...

Chegaste cedo demais para o concerto...

irene alves disse...

Precisamos de voar como os pássaros
e de não deixar de cantar...
Mesmo que digamos o que muitos
não querem ouvir...
Bjs.
Irene Alves

heretico disse...

pequenos nada. que são tudo - fugazes e belos...

abraço, Poeta

Branca disse...

Tenho sempre saudades da tua poesia e volto sempre que posso e porque há tantos pássaros debruçados na escarpa também sinto a tua dor, que este poema sublinhou.

Beijos
Branca

© Piedade Araújo Sol disse...

não sei se foi a voz que doeu.

se foi o olhar que se inundou.

um belo momento de poesia.

um bom final de semana.

um beijo

Vento disse...

da imagem às palavras
a entrelinha da ternura imensa!

belissimo, Eufrázio!
beijo.

Gisa disse...

Lindas palavras.
Um grande bj e bom final de semana

quem és, que fazes aqui? disse...


Metáfora aqui

Metáfora no 'quem és?'

Pensamos e sinalizamos através delas...

Beijo

Laura

ana disse...

Mar Arável,
Um poema muito bonito.

É interessante verificar que se aproxima da poesia oriental.

A escultura é lindíssima. Qual é o local onde se encontra e quem é?
Se calhar vou ficar surpreendida com a resposta.
Beijinho.:)

Ailime disse...

Belíssimo poema!Adorei. Beijinhos e bom domingo. Ailime

Justine disse...

Donde se conclui que, muitas vezes, saber não diminui o espanto, a dor, o sobressalto...

AC disse...

A voz doeu na incapacidade de relatar o aconchego da alma.

Abraço

Teresa disse...

Concerto de pássaros...
Provavelmente seria em homenagem ao sol, dizem que os pássaros sempre cantam a mais bela canção na hora do sol!Tanta beleza pode ler-se nas mínimas notas do cantar.
E gostei de ver por aqui uma das estátuas da minha cidade!Descobrir as estátuas que povoam a cidade do Porto em ruas, praças, jardins...É um exercicio fascinante!
E perdoe a ousadia,mas vou acrescentar que esta estátua é do Mestre Francisco Simões, chama-se,"Amor de Perdição" e fica no Largo da antiga Cadeia da Relação onde atualmente está instalado o Centro Português de Fotografia.

Sonhadora (RosaMaria) disse...

Poeta

Por vezes a voz dói de tanto silêncio e foi em silêncio que senti este poema.

Um beijinho
Sonhadora

Mary Brown disse...

Lindo e simples. Beijinhos

Anónimo disse...

Tenho sempre saudades da tua poesia e volto sempre que posso e porque há tantos pássaros debruçados na escarpa também sinto a tua dor, que este poema sublinhou.

Beijos
Branca

Anónimo disse...

O canto dos pássaros anoiteceu os pensamentos e aqueceu a alma daqueles que assistiam hipnotizados ao som emanado.