domingo, 4 de dezembro de 2011

CÍRIOS






Nas arestas da escarpa
aprendemos quase inocentes
a arredondar pedras
para não ferir o voo dos pássaros

caminhamos num abraço de limos
ao som das marés
e descobrimos debaixo da pele
que nos abriga
tanta luz
por desbravar

resistimos nas areias movediças
desvendamos rotas conhecidas
atiçamos relâmpagos


círios
mastros
que se levantam



35 comentários:

Anónimo disse...

EF

E porque a luz não nos cega
percorremo-nos por dentro

resistimos
desvendamos
atiçamos

que mais se pode querer?

M

Rogério Pereira disse...

Que se enfunem as velas

OutrosEncantos disse...

Tanto Mar!
beijo.

trepadeira disse...

Vai demorar?sei lá.
Vamos arredondar as pedras.

Um abraço,
mário

G... disse...

E estas palavras atiçam o que de mais belo escondemos sob o nosso lodo...
Beijinho
G...

anamar disse...

Leio-te em alta voz...
Bom domingo.
Bjs

Flor de Jasmim disse...

Eufrázio
É importante a continuação da resistência nestas areias que estão a querer-nos sugar.
Beijo

Sara disse...

Belíssimo. Deixou-me emocionada. Obrigada por tecer esta esperança.
Um abraço de boa semana.

jrd disse...

E avançamos ao som do trovão, à luz do raio.

Abraço

mfc disse...

E resistimos... e vamos resistindo!

carol disse...

Muito bonito!
"resistimos nas areias movediças..." é bem verdade!

Metáforas belíssimas.

Parabéns!

BRANCAMAR disse...

Belo! Mais não sei dizer...mas sinto-o.

Beijos

Mirian Martin disse...

Desbravar mares tão conhecidos, pouco visitados e até mesmo assustadores - ou não...

Secreta disse...

Resistimos...ás tempestades impostas.
Beijito.

lino disse...

Resistir nas areias movediças e em todas as situações!
Abraço

manuela baptista disse...

quem se lembra de arrendondar as pedras
para não ferir o voo dos pássaros

já descobriu tudo

os círios, são apenas para não temermos o escuro

um abraço

manuela

Parole disse...

A palavra é um mar de possibilidades...

Belíssimo.

CF disse...

Parece um apelo a um farol que alumie o nosso navegar!!!
gostei muito
Abç

ana disse...

Mar Arável,
Lindíssimo.
Aprendemos resistindo às "areias movediças" e acendemos "círios" de esperança.
Agradecida por esta nota positiva e pelo comentário que deixou na minha janela.
Beijinho. :)

Olinda Melo disse...

Um mar arável?

abraço

Olinda

www.amsk.org.br disse...

E tudo está dito, os mastros que se levantam, que assim seja e assim permaneçam.

5 bjs nossos

Sônia Brandão disse...

É preciso resistir.

bj

R. disse...

Iluminando a viagem dos navegantes.

Nilson Barcelli disse...

Sabe bem caminhar ao som das marés...
Excelente poema, como sempre fazes.
Abraço.

© Piedade Araújo Sol disse...

e que ninguem se atreva a ferir o voo doa pássaros

e que a luz ainda brilhe (sempre) ao fim do tunel

muito belo!


beij

Lídia Borges disse...

Na lembrança do voo, resistimos porque lembrar é saber...

Ficamos presos neste "abraço de limos ao som das marés"

Um beijo

Maria João disse...

" tanta luz por desbravar "

Não bastam arredondarmos as pedras, é preciso que os olhos se levantem para que os pássaros não tenham medo de voar.

Líndissimo...

Um beijinho, Eufrázio

Canto da Boca disse...

Que a inocência nunca termine, e sejamos todos cuidadores dos pássaros e dos voos, por sobre a imensidão desse Mar Arável....

Virgínia do Carmo disse...

Quase inocentes. Somos.

E os poemas que se levantam. Somos também.

Sempre tão belo. Obrigada, Eufrázio.

Um abraço

nacasadorau disse...

Lindíisimo.
Deixou-me sem palavras, como na rebentação das ondas ... círios vistos na sua extrema beleza.

Beijinho

BlueShell disse...

..."descobrimos debaixo da pele
que nos abriga
tanta luz
por desbravar"...

Há que partir á descoberta...e desbravar, à força, os caminhos que queremos seguir....

Excelente!
Bj

Sonhadora disse...

Poeta
Seguir sempre o túnel do tempo sem medo da escuridão...talvez as velas não se apaguem.

Um beijo
Sonhadora

mariam disse...

...pois, que se levantem!

Excelente! (como sempre).

Um sorriso :)
mmariam

heretico disse...

poema luminoso. na débil chama do círios... que alimentam o fogo!

abraço, meu caro Poeta.

Sofá Amarelo disse...

As escarpas das ondas ainda estão por desbravar enquanto navegam em rotas desconhecidas...