segunda-feira, 11 de outubro de 2010

NA PASSAGEM

publicado no "Para lá do Azul"


Abro o pano
cai o pano
não existe pano
o tempo passa
trespassa
a passo
voa

para lá do azul
nem uma pedra
na passagem


38 comentários:

Jorge disse...

Bonito poema com imagem a condizer!

AC disse...

O anseio
está para lá do azul.
Quem nunca pensou nisso
que atire a primeira pedra.

Abraço

Rogério Pereira disse...

Seguirei a sombra
desses passos
com essa mesma coragem

antonio - o implume disse...

E contudo não tenho pressa desse para lá..

jrd disse...

Poema em um acto, com direito a encore.

Nilson Barcelli disse...

Magnífico poema, caro amigo.
Gostei.
Boa semana, abraço.

ana disse...

Sem rasto,
...
o vazio.


Desculpe, quando refere que foi publicado no "Para lá do Azul", refere-se a um livro publicado?

Mar Arável disse...

António implume


Meu caro há tantos azuis

Sonhadora disse...

Meu querido Poeta
Para lá do azul...a eternidade.
Lindo.

Beijinhos
Sonhadora

Anónimo disse...

Os seus poemas
ou
tão só
algumas palavras suas
transportam-me sempre
para outras
realidades.

"Para lá do Azul"
...
Imagino
outro azul
mais azul, mais puro
mais luminoso
mais tranquilo
sem obstáculos
onde
simplesmente se voa
de forma intemporal.
Será o Paraíso???

princesa

lino disse...

Urge chegar lá, correndo com as pedras que do azul nos separam.
Abraço

Marta disse...

Nice ;)

alice disse...

é para o azul que vamos, quando escrevemos, querido eufrázio. um grande beijinho*

BRANCAMAR disse...

Que belo não existirem pedras na passagem e só azul.
Beijos

Licínia Quitério disse...

Azul é o lugar onde não existem mulheres-pedra. As mulheres e os homens são de carne. Azuis.

Um abraço, Amigo.

Jorge Manuel Brasil Mesquita disse...

Corpo que caminha
em lajes que latejam
procurando no horizonte
crispado e gretado
o pano que lhe destape
o tempo.
O tempo passa
e as suas pontes não.
Jorge Manuel Brasil Mesquita
Lisboa, 13/10/2010

Sara disse...

O tempo voa, sim, ignorando pedras na sua passagem e qualquer outro potencial obstáculo, incluindo aquele que poderia ser levantado pela nossa vontade. Sobretudo, esse.

JPD disse...

«Para lá do Azul» mais uma edição de um excelente poema.
Um abraço

R. disse...

Para lá do azul não há pedras, apenas a vontade e a verve do poeta.

'Parabéns', sim, mas para aqui :)

anamar disse...

De leitura atenta...
Bjs

Vieira Calado disse...

É irrepreensível

a passagem do tempo.

Só a ele próprio diz respeito.

Nós somos sombras.

Um abraço

José Carlos Brandão disse...

etérea

paisagem!

Graça Pires disse...

"para lá do azul
nem uma pedra
na passagem"
O azul ficou todo no olhar dos que se amam...
Beijos, amigo.

Justine disse...

É belo. É simples. É definitivo!

Maria João disse...

No trespassado passo do tempo, há um azul em qualquer mar.

Um beijinho

Sônia Brandão disse...

Para lá do azul o tempo não existe.

bj

tb disse...

Azul de fazer bem aos olhos...:)
beijo.

poetaeusou . . . disse...

*
no palco da vida,
nem o pano escapa . . .
,
mar de estima,
fica,
,
*

Virgínia do Carmo disse...

Lucidez e sensibilidade...

Um abraço

© Piedade Araújo Sol disse...

na passagem
nem uma pedra
para lá do azul.


voa
a passo
trespassa
o tempo passa
não existe pano
cai o pano
abro o pano.

as palavras são as suas...apenas as escrevi desta maneira, para lhe dizer que este poema, pode e deve ser lido das duas maneiras, pois assim não perde o sentido e fica tb bonito.

é só uma maneira diferente que eu tenho de ler um poema,leio sempre assim.

muitos parabéns por este trabalho, quanto a mim de muita qualidade poética.

um bom fim de semana!

um beij

Maria P. disse...

gosto desse para lá...assim azul

Bjs*

Anónimo disse...

Leio e (re)leio
"abro o pano"
e (re)vejo
"para lá do azul"
Sinto o passado
projecto o futuro
em cada instante
de mim...
...
E assim será
para cá do azul

Saudades de tantos azuis!...

princesa

mdsol disse...

Haja esperança
Que dizem verde.
Mas o azul,
Ah! o azul é coisas de mar e céu!
Rumo ao azul, então!
Que estamos fartos de chão.

:)))

[Saíu, está saído, não carece levar a sério]

maria josé quintela disse...

o mais difícil é chegar ao azul. especialmente quando somos nós a colocar as pedras na passagem.



beijo.

JB disse...

É misterioso sim o que há para lá do azul... vale a pena simplesmente imaginar e ficar por aí... navegando, voando...

Abraço!

Luís Maçarico disse...

Aquele abraço de quem sente nestas palavras um outro olhar sobre o quotidiano.
E o desejo de muita poesia para resistir e vencer a obscuridade destes dias.

BRANCAMAR disse...

E que belo azul esse, para além do qual não existem pedras na passagem... e tudo é transparente.
Beijos
Branca

gabriela r martins disse...

da necessidade de respirar

-mar



.
um beijo