sábado, 23 de fevereiro de 2008

EM PLENO VOO


Floriram pedras cordas de guitarras e violinos
as vozes dos pássaros
bordaram cantigas de linho

mas os barcos
romperam auroras
com gritos sonâmbulos

Talvez por isso
o mar remasse melhor os nossos barcos
se a madrugada
fosse uma noite
de lua cheia
e consentisse naufragos

talvez o mar remasse melhor
esta branda tempestade
no amor incontido de florir
em pleno voo

17 comentários:

isabel mendes ferreira disse...

voei, até aqui.
no meio do silêncio.


remando contra a maré. dos ventos.

.


bjjs.



apenas para O ler. em linho.

gabriela r martins disse...

talvez o mar

se houvesse

pronto

a nevegar

em terra firme

.
talvez
.




.
um beijo

Maria disse...

Intenso o teu voo.
quando voltar a madrugada
os pássaros. o mar.

Beijo

Maria Laura disse...

Mas por vezes a noite cerra-se. Sem lua. Pode isso vencer o amor em pleno voo?
Belo.

un dress disse...

pedras que nos dancem

perdas que nos ardam





~

Isabel-F. disse...

é sempre bom ler-te ...


bjs

Anónimo disse...

Lindo! Sobretudo o início e o fim deste poema. Eleva-nos!

A alegria quer afirmar-se
O bem estar instalar-se
Mas...
Falta a luz
A consistência
O grito
Contudo...
É sempre possível inalar
O aroma
Do Amor que "Floresce"
princesa

mnemosyne disse...

Desbravam os dedos o ventre das águas...

Beijo

pin gente disse...

florir
em pleno voo
só pode
mesmo
levar a
um amor
incontido

C Valente disse...

Que ao leme leme, continuar com poemas de encantar
Saudações amigas

herético disse...

remando sempre. ainda que em contramão!

excelente, Poeta!

abraços

Donagata disse...

O mar, sempre o mar...
E a liberdade contida no voo dos pássaros...

gaivota disse...

e ao som desse violoncelo aó mesmo no cume, o voo será bem mas apetecido!
beijinhos

jrd disse...

Talvez por isso os remos pudessem pintar nas àguas com as cores da lua

Gi disse...

um voo, um mergulho ao contário neste teu mar é o que sinto quando aqui venho e te leio. Gostei muito.
Um beijinho

CNS disse...

Palavras em voo-flor.
Belo.

Mateso disse...

Na terra granítica, informe, estalada e fria corre sempre o mar da vida... a nossa.
Bj.