domingo, 14 de outubro de 2007

VAGAROSOS INSTANTES










Todos os anos te espero



e tu vens



em voos rasos e doces



refrescar-te à mesma hora



quando rego as mais frágeis tangerineiras





No outono vou ter contigo



para saber onde me esperas



e tu lá estás



em voos rasos e doces





nos meus vagarosos instantes








17 comentários:

Jasmim disse...

Que lindo... A música é da Elis e isso para mim é tudo

bom domingo

herético disse...

cálidas esperas em ritos outonais. pagão o tempo...

belo poema, claro.

abraços.

Graça Pires disse...

"e tu vens em voos rasos e doces"
Pode ser um pássaro. Pode ser o silêncio. Pode ser o amor. Pode ser a solidão.
Um abraço.

mnemosyne disse...

na boca das palavras a boca da alma...
Um beijo

un dress disse...

sempre esse encontro

a rasar o voo de pedra dos anos

sempre essa sombra

sempre essa luZ


.



.beijO...

Gi disse...

Sempre presente
mesmo na ausência
um rito que se repete
e se deseja

Doces. Tornam-se os instantes.

beijo

Maria disse...

"em voos rasos e doces"...
tão bonito......

Abraço

Donagata disse...

Obrigada, mar arável, pelo encantamento que me traz "em voos rasos e doces" a leitura dos seus poemas; o bem que me fazem estes muito"vagarosos instantes".

C Valente disse...

Lindo, e que volte por muitos anos
saudações amigas

jrd disse...

Poesia da Moirama e dos Oásis no deserto no voo breve das aves.
É assim que a entendo.

PiresF disse...

E assim se celebra a poesia, semeando-a vagarosamente.

Freyja disse...

hermosos versos amigo, eres un poeta que habla con su alma
te felicito
gracias por tus palabras en fragmentos
muchos cariños y que estes muy bien
un lindo dia mañana
besitos


besos y sueños

isabel mendes ferreira disse...

e devagar sempre devagar se desvendam véus...:)


porque o poema é tb isso. um dizer/desdizer que se descobre.


_____________________

bom dia.

pin gente disse...

certos vagarosos instantes são deliciosos...
abraço
luísa

Mateso disse...

...do tempo encontrado...
Bj.

blue disse...

andorinhas, mar arável.

aquilária disse...

belo, este poema.
a espera enigmática, a demora dos gestos, a antecipação do odor forte das tangerinas...