terça-feira, 15 de janeiro de 2008

GRIFOS - O DIREITO À PRIVACIDADE







Que a comunidade científica estude,analise e apresente

publicamente conclusões dos seus trabalhos,aponte

caminhos no sentido da preservação da vida animal,

é mais que socialmente interessante - pode ser pedagógico.


Entretanto - nesta sociedade cada vez mais vigiada

e global - o epicentro localiza-se nos valores do mercado

do capital,a qualquer preço.Mesmo à custa da violação

do direito à privacidade,um direito inalienável,cada vez mais

património em vias de extinção.


Diz hoje um jornal diário em grandes parangonas

" pusemos uma câmara no ninho de um casal de grifos

e eles já acasalaram.Temos de esperar 54 dias para ver

na web,o nascimento da cria".


Já que não respeitam as pessoas,pelo menos respeitem

os animais,no seu direito à privacidade.


quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

SOCRATES - O CAMELO VIROU DROMEDÁRIO




COM O DEVIDO
RESPEITO
PELOS ANIMAIS



camelo dromedário



Estamos entregues à bicharada,uma vez que nem nos piores tempos de exercício da tradicional direita política


se assistiu a tamanha palhaçada.


Independentemente da localização do novo aeroporto


de Lisboa,um mega investimento estratégico para o país,


este governo que ainda beneficia de uma marca de esquerda


e o seu lider,desacreditam-se a si mesmo - dão o dito por não dito,com a mesma convicção,em todos os ministérios.


No caso aeroporto,o camelo afinal é dromedário e só


não demite o ministro Lino,porque na verdade foi sempre


o eng.Sócrates a mexer-lhe os cordelinhos,olhos postos


ainda na privatização da ANA.


Se este governo tivesse sentido de Estado Democrático


assumia desde já


1º - Pedir desculpas ao país e à margem sul do Tejo


2º - Indeminização dos prejuizos no espaço OTA


3º - Saneamento de imediato do conselho de ministros


4º - Pedido de demissão ao Presidente da República


para marcação de novas eleições legislativas.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

O TRATADO NA GRAND PLACE

harem






Foi em Bruxelas,uma encruzilhada de auto-estradas sem portagens

centro político de uma europa unida nos bastidores e capital cinzenta

de um país com as mesmas depressões,que abrigado da brisa gelada

e da chuva permanente,no histórico café Roy d'Espanhe.bebericando

uma cerveja Vieux Temps aloirada,fumava eu um cigarro e olhava

pela generosa vidraça,quando de súbito me surpreendi.

Não sei bem explicar o prazer que tenho quando olho como uma

grande ocular e me deixo surpreender para só então me fixar

nos pormenores.

É como viajar antes de partir e só depois concluir que valeu mais

a viagem do sonho e a partida que a chegada ao destino.

Tal e qual.Fui uma vez mais surpreendido.A Grand Place estava

a crepitar.

Era evidente a esplendorosa cabeleira de lume que bailava

em madeixas ao ritmo do jaze na aparelhagem do café.

Incrível a Grand Place a arder,perto da Bolsa de Valores e as pessoas

na rua,indiferentes - a tinir de frio.

Até me pareceu que o Tratado de Lisboa estava a ser imulado.

Mais concentrado verifiquei ser tão só o reflexo da lareira

que me aquecia as costas,a projetar-se inocente na vidraça.

Afaguei a barba.Pedi mais uma cerveja e sorri.




sábado, 5 de janeiro de 2008

A VASTA SEDE

imagem de Mike Hanson




Lá


onde o mar



preciso



é infinito



a noite se desmaia



tão cheia de luz



em jardins de espumas



violinos


e tambores



Lá


onde se ateiam e soltam



fogueiras



que dançam


em longas e doces cabeleiras



estamos nós



a contar pelos dedos


os sons da vida



a colher



a vasta sede


quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

RESPEITO PELA DIFERENÇA






Nesta sociedade cada vez mais vigiada a lei sobre a qualidade do ar


só entra em vigor em 2009 - e ninguém sabe como será aplicada.Se à porta


das fábricas poluidoras se ao balcão de pastelaria da dona Matilde.


A lei que este ano entrou em vigor,não é sobre a qualidade do ar,


não é anti tabaco - é uma lei anti-fumadores


uma vez que o estado permite e apoia plantações de tabaco no país


importações,venda e cobrança de impostos.


A dona Matilde,ainda hoje não sabe que equipamento deve colocar


na sua pastelaria,uma vez que a lei apenas obriga a que o fumo


não se espalhe.


Os clientes da dona Matilde,reunidos na pastelaria,decidiram


oferecer ao espaço comum onde todos fumam,uma ventoinha,


com vista para o mar.


Na dona Matilde é assim - cumprimos a lei,respeitamos a diferença.