domingo, 26 de abril de 2020

NÃO SE AJOELHAM OS BARCOS






No largo da minha rua
lá onde a lonjura
desponta torvelinhos

à flor das águas
resistem maduras
"as vinhas da ira"

agigantam-se a dardejar
memórias ventos relâmpagos

No largo da minha rua
chove na boca das sementes

não se ajoelham os barcos
nem os barqueiros


eufrázio filipe
"Chão de marés"


18 comentários:

jrd disse...

O largo da tua rua está sempre de pé como a poesia.

Abraços de Abril

" R y k @ r d o " disse...

Simplesmente maravilhoso ler poemas tão fascinantes

Cumprimentos

saudade disse...

Que os barcos se movimente como as tuas palavras nestes belos poemas.
Boa semana

Cidália Ferreira disse...

Mais um poema bonito! Obrigada :)
-
Ler com olhos de ler, coração comovido.
-
Beijos e uma excelente noite!

Rogério G.V. Pereira disse...

No largo da minha rua
não muito diferente da tua
não se vislumbram barcos
apenas barqueiros
de pé, nunca de joelhos

um dia lhes lerei
da minha janela
um poema teu

Juvenal Nunes disse...

... e porque somos um povo voltado para o mar cavamos nas ondas o pão da pescaria...
Saudações poéticas
Juvenal Nunes

Maria João Brito de Sousa disse...

Neste "Chão de Marés" deixo o meu abraço.

Lígia Casaca disse...

Vergar jamais!

Ana Tapadas disse...

A força imensa das palavras do poeta que terminam numa imagem extraordinária:

«não se ajoelham os barcos
nem os barqueiros»

Sou feita dessa massa que o Poeta canta!

Beijo

José Carlos Sant Anna disse...

No largo da minha rua
o sonho vai sem naufragar
Um abraço,

Agostinho disse...

N'"As vinhas da ira" despontam uvas do nosso contentamento. Não as percamos de vista.
"Não se ajoelham os barcos
nem os barqueiros" vaticina o Poeta. Sem deserções até que se vença o caminho, digo eu.
Abraço.

Jaime Portela disse...

De joelhos, nunca.
Bom fim de semana.
Abraço.

Ailime disse...

Um poema lindo!
Ruas com história, verticais.
Beijinhos,
Ailime

Elvira Carvalho disse...

De joelhos nunca!
Abraço, saúde e bom fim de semana

Teresa Almeida disse...

A vida na nossa rua e sempre exuberante. Os vírus não gostam.
Abraço.

AC disse...

Gente com honra, com dignidade...
Que assim seja, Eufrázio.

Grande abraço

A Paixão da Isa disse...

mt bonito este poema bjs saude

teresa dias disse...

De pé sempre!
Gostei muito! Do poema e dos comentários...
Beijo.