terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

FLORIAM AS CAMÉLIAS







Contra todos  aos destinos
reinventas asas
no fulgor dos pássaros

poisas corpo alado
mais leve que o vôo
no chão das marés

Neste dia côncavo e luminoso
recolhemos todos os beijos disponíveis
na fenda solúvel das palavras

floriam as camélias


eufrázio filipe

22 comentários:

Megy Maia disse...

Que doce poetizar.
Cumprimentos,
Megy Maia

Rogério G.V. Pereira disse...

Floriam...
Antecipando Primaveras

George Sand disse...

Maravilha de poema.
Anoitece agora, na curva florida dessa Primavera.

Maria Eu disse...

Florescem camélias nas palavras.

Beijinhos, MA

Boop disse...

O meu pensamento vai de encontro ao do Rogério G. V. Pereira.
Esta Primavera antecipada que me traz uma estranha inquietude.
Mas que nos faz pássaros, parte animal, que desperta com o sol e abre asas.

Majo Dutra disse...

Camélias e beijos, maravilhas, combinam bem...

Um beijo, poeta amigo.
~~~~~~

Rosa dos Ventos disse...

Lindas as camélias, belo o poema!

Abraço

Anónimo disse...

Que lindo poema a terminar sublimemente.

Rita Freitas disse...

E que se mantenham os beijos disponíveis.
Beijos

Canto da Boca disse...

O cheiro das camélias, também flutua com a liberdade dos voos...!

Lindo poema.

Abraço.

:)

José Carlos Sant Anna disse...

Refervescentes
colorem-se as camélias
nas fendas das palavras

Abraços,

Ailime disse...

Que as camélias floresçam sempre!
Necessitamos de primaveras a romper.
Beijinhos e bom fim de semana
Ailime

© Piedade Araújo Sol disse...

memórias que ficam

com o florir das camélas...

delicado e belo poema

beijinhos

:)

saudade disse...

Florir am as camélias e nasceu um lindo poema.
Bom fim de semana

Isa Sá disse...

Bonito poema.

Isabel Sá  
Brilhos da Moda

AC disse...

Reinventar o destino, só assim as coisas fazem sentido. E como bem o dizes!

Abraço, Eufrázio

Teresa Almeida disse...

Belo poema! É tempo de camélias.


Obs. Traduzi o meu poema "Die de La Lhéngua Mai"

Grata por ter tentado ler em mirandês.

Um beijo.

GL disse...

Se me é permitido faço minhas as palavras do AC.
Se não reiventamos o destino, se não nos reiventamos a nós próprios nada fará sentido.
A poesia não passará de uma quimera, bela, mas quimera.

Abraço.

Agostinho disse...

Floriam, sim, que eu bem vi.
Até um imprestável botão
caído no chão vi.
Isto ontem.

Não fora, hoje, o Poeta
em prestáveis palavras salvá-las...
Que seria do mundo sem flores?

Abraço.

Graça Pires disse...

No teu chão de marés reinventas a beleza das palavras e dos gestos…
Uma boa semana, meu Amigo.
Um beijo.

bettips disse...

Lembramos as camélias quase ao mesmo tempo!
A poesia tem pratos divinos como este, côncavo e luminoso como um espelho no dia pleno.
Abç

lis disse...

Quisera ser poeta para 'reinventar asas'