sábado, 18 de novembro de 2017

SOL DE MÃOS CHEIAS






Com tantas pedras partilhadas
aqui estamos soltos
na vertigem da escarpa
a plantar árvores
com vistas para o mar

Aqui neste Outono
para meu espanto
despontam camélias
no bico dos teus seios

um sol de mãos cheias
no trilho  dos pássaros silvestres

e nós desvendamos
caminhos que resistem

como se fossemos livres
e somos
de tão breves


Eufrázio Filipe

16 comentários:

Rogerio G. V. Pereira disse...

vais desvendando
caminhos que resistem

sigo teus passos
estes de agora
e também os mais antigos

vou poemando, por gestos

AC disse...

A cumplicidade, coisa linda...
Muito bem, Eufrázio!

Abraço

manuela baptista disse...

despontam camélias e frézias também

um outono espantado, talvez breve, livre, sim

um abraço

Cidália Ferreira disse...

Adorei !

.
Beijo e um excelente fim de semana

Marta Vinhais disse...

Aqui fala-se... encanta-se com palavras que descobrem o destino, a beleza deste Outono...
Lindo....
Beijos e abraços
Marta

Ana Tapadas disse...

Uma beleza!

Beijo amigo

LuísM Castanheira disse...

breves, mas dignos, caro poeta...
esses caminhos, caminhando.
gostei muito
abraço

Teresa Durães disse...

Lindíssimo. E espelha magnificamente a liberdade

Graça Pires disse...

Livres e breves. O sol nas mãos que se deixam amar sem cólera. Como a terra...
Magnífico o teu poema, meu Amigo.
Uma boa semana.
Um beijo.

Pedro Luso disse...

Caro Eufrázio Filipe gostei do seu "SOL DE MÃOS CHEIAS", poema inspirado pelo outono.
Um abraço.
Peddro

Teresa Almeida disse...

Tão breve a vida! E belo teu poema.

Beijinho.

jrd disse...

No Outono do teu espanto o poema é liquido. Que importa a ausência da água.
Abraço saudoso e fraterno Poeta

Agostinho disse...

É uma plantação de belo efeito.
Só perde quem lê e não vê
os esquissos da costa do Poeta
até ao mar. Arado.
Lembrei-me do "verde pino"
o Dinis plantando.
Vai sendo tempo e, quando não,
é sempre tempo.

além do mais os bicos de camélia
não se conformam com ponteiros
nem cruzes de calendário

Por alguma razão há sol
e caminhos e falésias e árvores e mar
a escaparem-se por entre os dedos
das mãos cheias do Poeta.

Abraço amigo.

Olinda Melo disse...


A efemeridade da vida: nunca dos convencemos
disso. Mas, os poetas sabem-no.

Abraço

Olinda

saudade disse...

É sempre bom beber as tuas palavras.
Beijo de...
Saudade

Ailime disse...

Muito belo.
Um beijinho.
Ailime