segunda-feira, 21 de novembro de 2016

ATEAR O CORAÇÃO DAS ÁGUAS






Lá estás à janela
na intimidade redentora
a ler verdades improváveis

lá estás pássaro azul
no longo caminho
que sustenta
a nudez da fala 

lá estás à pergunta
de uma brisa desgrenhada
um belo relâmpago

tu sabes

mesmo quando se rasgam palavras
num sopro de vento
é preciso atear o coração das águas


Eufrázio Filipe



20 comentários:

luisa disse...

Para o atear assim o coração das águas, é preciso um fogo azul, desses que cabe aos poetas acender.

Graça Sampaio disse...

É preciso atear o coração de todos nós. E a poesia é um bom meio de o fazer...

Beijinhos azuis

Janita disse...

Os pássaros azuis têm qualidades raras; não lhes será difícil atearem fogo ao coração das águas.

Bonita e evocativa poesia, Poeta!

Arco-Íris de Frida disse...

Nao so das aguas... de todos...

Laura Ferreira disse...

ateado o nosso coração, depois de ler.

graça Alves disse...

Lê-se e gosta-se!
bj

Agostinho disse...

Ainda não comentei? Não sei.
Tenho é a certeza que estive pousado
no fio e cantei.
Abraço

Majo Dutra disse...

Este poema de versos rasgados num sopro de vento, certamente foram criados pelas águas ateadas de um mar arável azul...
Beijo amigo.
~~~~~~~~

LuísM Castanheira disse...

"águas dos rios calai, que eu não volto a chorar..."
Foi o que me fez lembrar!

Teresa Durães disse...

As águas requerem atenção! Muito bonito

Marta Vinhais disse...

É preciso sentir e voar com o Vento... Com a alma e o coração...
Beijos e abraços
Marta

manuela baptista disse...

ther's a bluebird in your heart

é uma verdade provável


um abraço

© Piedade Araújo Sol disse...

atear o coração das águas

e soltar o pensamento na brisa

salina


:)

Fê blue bird disse...

Chamaram por mim ?!

Beijinho grato

anamar disse...

Haja fogo.

:)

Olinda Melo disse...


É nas águas que tudo acontece ou aconteceu. Delas surgiu a vida, dizem alguns, e o nosso corpo se alimenta delas nos seus 70% ou mais. É lá que nos sentimos livres e é pena que não possamos respirar por guelras.Quando foi que as perdemos?Mas o meu coração canta de alegria quando a vejo cair de mansinho, como hoje, quando a oiço no telhado. Faz sentido atear o coração das águas para que batam em uníssono com o meu.

Abraço

Olinda

Teresa Almeida disse...

De lá viemos.
Beijinho.

Ailime disse...

Lindo!
“Atear o coração das águas”, num mar azul sempre em movimento.
Beijinhos,
Ailime

Odete Ferreira disse...

Tu sabes... E, excelentemente, das palavras a rasgar horizontes para lá de nós.
BJ ☺

Sónia M. disse...

Sempre tão bom pousar aqui...
Belo!

Beijo