domingo, 8 de novembro de 2015

GARATUJAS ( 4 )


                                              Aceitei o desafio do meu neto para escrever uns textos como se fossem garatujas                                    
   

    Antes de falar com o cão, falei com o avô, que me deu um conselho. 
  
  Se o animal é teu amigo dá-lhe um nome. 
  
  Foi assim. 
  Deitei-lhe um copo de água na cabeça e chamei-lhe OLI. 

   Ele estranhou. 
   Abanou-se todo. 
   Repeti - Oli, Oli, Oli. 
   
   Parece que o estou a ouvir. 
   
   Ninguém pede para nascer. 
   Podias ter evitado o copo de água. 
   Não pedi nada, nem para ser baptizado, mas se foi da tua vontade, aceito que me chames Oli. 
   
   Eu vou chamar-te Timóteo 
   porque já ouvi o teu avô. 

   Aprecio as coisas simples da vida      



      eufrázio filipe

                                            

7 comentários:

Odete Ferreira disse...

Gosto do título, é mesmo ideal para estes escritos. Sem lhes dar a devida importância, são eles que tomam a importância toda!!!
Muito bons!
Bjo :)

ONG ALERTA disse...

Escolhas, bjbjbj Lisette.

Janita disse...

Que belo trio!
O Avô Eufrázio, o neto Timóteo e o amigo, baptizado com um copo d'água, a contra-gosto, mas que gostou de ser chamado Oli.

Quantas aventuras se irão desenrolar por aí!

Lindo!

Um beijinho a triplicar!

Janita

Agostinho disse...

Todo o ser
tem direito a ser
e a ter nome
Ficou Oli logo ali
com assento garatujado
e selado a copo de água.

jrd disse...

A cumplicidade do Timóteo e do Oli vai dar água pelas barbas do avô.
:) :)

Ailime disse...

Lindo o ritual do baptismo do Oli
Bj
Ailime

© Piedade Araújo Sol disse...

todos temos de ter um nome nem que seja inventado e um baptismo

:)