domingo, 8 de novembro de 2015

GARATUJAS ( 3 )


                                                           Aceitei o desafio do meu neto para escrever uns textos como se fossem garatujas


 Vim à rua e lá estava aninhado à nossa porta. 
Cumprimentámo-nos antes de lhe dar o entrecosto. 
Não comeu de imediato. 
Olhou para cima ladrou e só depois começou a trincar 

Avô - disseste-me que os cães, à noite ladram 
para as estrêlas. 

Estávamos no Outono, o céu cheio de nuvens, 
não vi estrêlas mas ele ladrou 
baixinho mas ladrou. 

Quando fechei a porta comecei a pensar 
um dia vou à fala com o meu amigo. 

 eufrázio filipe

14 comentários:

Olinda Melo disse...


Belas garatujas aqui nos traz, Mar Arável.
O seu neto conhece o valor delas. Por vezes,
nas sua voltas aparecem muitas verdades
e surgem grandes decisões.

Abraço
Olinda

JANE GATTI disse...

Como uma resposta às suas garatujas, trago Olavo Bilac (Ouvir estrelas):
E eu vos direi:
Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e e de entender estrelas.
Abraços, bom final de semana!

Marta Vinhais disse...

Mas ele viu-as...Apesar das nuvens... Porque tudo é simples... Como nós devíamos ser em vez de complicarmos a vida...
Bom domingo
Beijos e abraços
Marta

Arco-Íris de Frida disse...

E o neto sabe das coisas...

Fê blue bird disse...

Ora aqui está uma excelente conclusão !

Um beijinho

Sandra Louçano disse...

Um tríptico muito especial, por sinal.
Fica um beijo para o avô e um beijinho para o menino :)

ana disse...

Gostei muitooooooooooo.
Simples.
Bj.:))

Ana Tapadas disse...

O poema é tão belo!

Beijo meu, poeta.

Janita disse...

Que rubrica maravilhosa, Mar! E tudo graças ao neto!! Já vamos nas terceiras garatujas e só agora tive oportunidade de cá vir!
Li as anteriores e fiquei a saber como esse amigo entrou nas vida de Avô e neto!
Os cães são excelentes amigos. Espero que esta rubrica tenha continuação.
De facto uma varanda não faz nenhum cachorro feliz. Tal como as crianças eles precisam de espaço livre para correr e saltar.

Ainda bem que ele ladrou baixinho, não havia estrelas no firmamento mas havia muita emoção a palpitar dentro do seu peito.

Fico esperando que o neto pense num nome para esse amigo e que o Avô nos traga mais "garatujas". Sabe? Sinto que voltei à minha infância!
Bem-hajam!

Beijinhos para ambos.
Janita

Lídia Borges disse...


Tudo é possível no limiar de um outono dourado.

Bj.

Lídia

Agostinho disse...

Há amigos que nos mostram estrelas
E quem recebe agradece
mesmo que seja a um "cão ".

Outra semente importante: gratidão!

jrd disse...

Quem como os cãopanheiros adivinha as estrelas para além das nuvens?

Grande abraço

Ailime disse...

Excelente a interpelação do menino que um dia se sentirá muito orgulhoso das historias "garatujadas" pelo avõ.
Bjs

© Piedade Araújo Sol disse...

não havia estrelas para os humanos
mas ele viu
por isso ladrou (baixinho)
elas estavam meio apagadas...

:)