quarta-feira, 24 de junho de 2015

QUANDO TE DESPES DAS SOMBRAS




À vista dos mastros
no eco do cais
não são os poetas
que morrem nos poemas
para salvar palavras
a luz mais clara

és tu
por gestos
quando te despes das sombras 


Eufrázio Filipe
 

20 comentários:

Alexandre de Castro disse...

Um belo poema.É necessário despir as sombras para ver a luz.

ana disse...

Posso levar?
Gostaria de juntar a um poema e a um livro que comprei sobre Pessoa, num registo que irá sair no lugar do costume.
Gostei imensamente.
Bj. :))

anamar disse...

Nudez, pois...

Abracinho sanjoanino... Há-os?

Majo disse...

~~~
~ Pode ser libertador
despirmo-nos de perturbações...

~ Beijo, Poeta amigo. ~ ~ ~
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Graça Pires disse...

A claridade das palavras na nudez das sombras... Tão belo!
Beijo.

© Piedade Araújo Sol disse...

a nudez das sombras que por vezes (muitas) ensombrem o poeta.

beijo

:)

Alexandre de Castro disse...

Também publiquei no Alpendre da Lua

http://alpendredalua.blogspot.pt/2015/06/quando-te-despes-das-sombras-por.html

EU disse...

Não é fácil espantar as sombras. Há sempre algo que nos ensombra.
Belo!
Bjo, Filipe :)

jrd disse...

Quando a poesia encontra o cais é o mar que a ilumina.
Abraço Poeta irmão

S. disse...

A nudez de alma exige coragem.
Poema excelente.

Sónia M. disse...

Muito belo!

Beijo

heretico disse...

a poesia mais pura é o gesto de soletrar as sombras
e a "morte" das palavras...

e do Poeta, nelas!
(assim a tua)

abraço fraterno, Poeta.

Ana Tapadas disse...

Com o ritmo das marés...belo!

Beijo fraterno

Lídia Borges disse...


Ser uno! Palavra e gesto num só ser... claridade!


Bj.

CÉU disse...

PESSOA? Poeta, um dos maiores, talvez. Falo da imagem, que encima o seu poema. É parecido ou é ele mesmo.

Sensualidade a toda a prova, Filipe. É isento das sombras, que o corpo é corpo, real, tocável, percorrido, penetrado e "consumido".

Bom domingo.

Abraço.

carlos pereira disse...

Caro poeta;
Na desconstrução das sombras há poemas de luz.
Abraço.

Sinval Santos da Silveira disse...

Olá, Mar Arável !
Parabéns pelo poema. Realmente, belo !
Um fraterno abraço, aqui do Brasil.
Sinval.

Olinda Melo disse...


E eu alinho neste projecto de sacudir as sombras, para construirmos o país da claridade.
Abraço
Olinda

Ailime disse...

Quando se despem as sombras, a luz é possível!
Beijinhos,
Ailime

Agostinho disse...

Como descartar sombras
que são por si
poemas de ti?
Para haver sombra
tem de haver luz
e um espelho que seduz

BFS