terça-feira, 9 de dezembro de 2014

DEZEMBRANDO






À míngua de pássaros
subimos a pulso
a nossa escarpa preferida
só para ouvir
íntegro o vento inteiro

sem mãos nos ouvidos
nesta desordem organizada
disse-te

és a minha pátria
aquilo que não sei

À míngua de pássaros
nesta ilha sublimada
de sonhos e neblinas

dezembrando

se tivéssemos um barco
quase nada seria inútil



34 comentários:

Andrea Liette disse...

Muitas vezes o barco da poesia
atravessa o silêncio
Para levar o poeta ao momento
onde nada é inutil.

Lindo poema e a imagem o complementa de ternura.
Um abraço.

Lídia Borges disse...


"Se tivéssemos um barco"...

Como custa construí-lo.

Bj.

Nidja Andrade disse...

Que maravilha de poema. Gostei do neologismo Dezembrando!... BeijooO

Fernando Santos (Chana) disse...

Belo poema...Espectacular....
Cumprimentos

manuela baptista disse...

esta é uma pátria de barcos

e de poetas

© Piedade Araújo Sol disse...

...e ela disse :

Poeta!

o barco nós construímos!

de palavras.

ou quiçá de papel

e o Poeta sorriu e calou o sorriso nos olhos a brilhar...

e ela entendeu o que mais ninguém quis entender...

:)

© Piedade Araújo Sol disse...



gostei demais deste poema que acho já li noutra versão.....


beijinho

Laura Santos disse...

Faltam os pássaros, a neblina em densa, mas os pássaros regressarão na Primavera.
Belo poema, como sempre.
Dezembremos...:-)
xx

Majo disse...

~
~ Não é fácil realizar estes agitados dias dezembrinos...

~ ~ ~ Nem para maviosos poetas! ~ ~ ~

Rita Freitas disse...

Acredito que sim, quase nada seria inútil.

bjs

Arco-Íris de Frida disse...

Se barco tivessemos... fugiriamos desta ilha a mingua de passaros... dezembrariamos em outras paragens...

heretico disse...

os barcos esperam os remos - e o sopro do vento "integro" ...

belíssimo.

abraço, meu Amigo

jrd disse...

Se tivéssemos um barco, a escarpa seria um porto de partida (e chegada)e o voo dos pássaros, o rumo certo.

Abraço poeta irmão

Silenciosamente ouvindo... disse...

Meu amigo, venho desejar-lhe a si
e sua Família um Feliz Natal.
Um abraço
Irene Alves

MARILENE disse...

Dezembro passa, como tudo na vida, até o sentir desolado que nos costuma atingir. Abraço.

Janita disse...

Dezembrando ou Janeirando, estamos sempre à míngua de tudo!

Valha-nos a bela e revoltosa poesia...

Um beijo!

( estas letras de verificação são do piorio, não pode exterminá-las?)

trepadeira disse...

Quando tivermos um barco que aguente a tormenta.

Abraço,

mário

Fê blue bird disse...

À míngua de pássaros e barcos, a pátria nossa resiste na poesia.
LINDO!

Dezembremos !

beijinho

Fernando Semana disse...

Dezembrando,
Lembramo-nos dos sonhos de criança
Desfeitos como castelos de areia
e refugiamo-nos na poesia
para fascinados "olhar para as estrelas, enquanto coisas longínquas e belas"...
Um bom Dezembro :)

AFRODITE disse...


Eu sou suspeita... mas para mim este é um lindo poema de amor!


Beijinhos ao vento
(^^)

(adoro os trabalhos desta artista russa... na próxima semana vai aparecer um trabalho dela lá nos Jardins)

Ana Tapadas disse...

Se tivéssemos um barco...que Dezembro é a memória dos dias.
Belo é o jogo com as palavras.

Beijo

Filipe Campos Melo disse...

belo

EU disse...

Até as frágeis barcaças ousam aventurar-se, atravessando as brumas.
nas palavras, somos!
Sempre muito bom, Mar
Bjo :)

S. disse...

Lindo!

Beijo.

Cristina Cebola disse...

Dezembrando, na inutilidade do tempo!!!
Como eu gosto de navegar neste mar de Poesia!!

Abraço Poeta!!

MJ FALCÃO disse...

Bom dezembrar! E Bom Natal... Talvez o barco apareça, pelo mar fora,pelo mar dentro...
Sim, "dezembrando
se tivéssemos um barco
quase nada seria inútil"...
Abraço

SOL da Esteva disse...

Mareante apaixonado, em terra de marinheiros, sempre voga entre o vento e o mar.
Magnífico Poema.
Parabéns.


Abraços


SOL

Graça Pires disse...

"À mingua de pássaros" haverá sempre um barco à espera da fuga...
Um beijo e um bom Natal meu amigo.

ana disse...

Muito belo e entranha-se.
Feliz Natal. :))

Graça Sampaio disse...

«À míngua de pássaros nesta ilha» vamos dezembrando e janeirando com as lágrimas à tona e o coração desfeito...

Bom Dezembro, embora! Bom Natal!

Agostinho disse...

voltei marinheiro a este casco para ver minha marca a navalha gravada. E porque se foi no ar deixo outra para recordar:

Pois que se invente
o barco para se navegar
Vento já anda no mar

Olinda Melo disse...


Dezembrando. Gosto muito deste mês. É o meu mês e acontecem nele momentos belos. Aliás são meus todos os meses do ano. Faço por isso. Como vir aqui ver como se pode construir um barco para continuar a viagem.

Abraço

Olinda

anamar disse...

Sempre o "se".

~~~~~~~~~~~~~~ :)

Teresa Almeida disse...

Aproveito este barco poético e faço-me viagem. Gosto.
Beijo.