quarta-feira, 15 de outubro de 2014

NÃO SE AJOELHAM OS BARCOS





No largo da minha rua
lá onde a lonjura
desponta torvelinhos

à flor das águas
resistem maduras
"as vinhas da ira"

agigantam-se a dardejar
memórias de ventos e relâmpagos

No largo da minha rua
chove na boca das sementes

não se ajoelham os barcos



28 comentários:

Anna disse...

Um largo imenso, numa rua onde a poesia, como as árvores, resiste de pé...

Um beijo

Majo disse...

~
~ ~ Que as vinhas da ira sustenham firmemente os barcos que resistem neste vendaval...

~ ~ ~ ~ Abraço amigo. ~ ~ ~ ~

Arco-Íris de Frida disse...

As vinhas da ira... assiste ao filme...

Janita disse...

John Steinbeck sabia bem o valor da dignidade humana. O Mar Arável, também!

Fiquem as 'vinhas iradas' ou não, os barcos jamais se ajoelharão.

Continuaremos a navegar até chegar a um porto seguro!

Obrigada, por este seu sentir extraordinariamente belo!

Um beijo!

ana disse...

Já tive ocasião de lhe dizer, aqui, que gosto imenso dos seus poemas mais minimalistas.
Lindo.
Boa noite!:))

lis disse...

'Os barcos não se ajoelham', e nem se entra na poesia sem sentimentos.
Muio bonito Eufrázio

Sónia M. disse...

No largo da sua rua
onde a dignidade resiste
de pé...

Lindo!

Beijo

trepadeira disse...

Resistirão, mesmo maduros, nas vinhas da ira.

Abraço,

mário

heretico disse...

o largo de tua rua é uma praça florida de homens que se agigantam - e remam contra as marés...

forte abraço, Poeta

Agostinho disse...

Os barcos fizeram-se para navegar "em perigos e guerras esforçados".
Há que escolher a maré!

Helena disse...

No largo da tua rua chovem versos através de tuas palavras...
Sorrisos e estrelas,
Helena

S. disse...

"lá onde a lonjura desponta torvelinhos"

É lindo, Mar.

Beijinho.

Lune Fragmentos da noite com flores disse...

Um poema forte, remetendo para uma das obras literárias mais intensas da condição humana.

Como o poema aqui publicado. Simplicidade nas palavras, densidade no(s) sentimento(s)

© Piedade Araújo Sol disse...

mas por vezes o sal das lágrimas dos pescadores tornam ainda mais salgado o mar, onde os barcos navegam....

:)

carlos pereira disse...

Caro poeta;
No largo da minha rua acontece bela poesia.
Gostei.
Abraço.

tb disse...

Nunca!
Abraço.

jrd disse...

Jamais o poeta-timoneiro deixará que os barcos se ajoelhem no poema.

Abraço meu irmão

Ailime disse...

Lindo!
Um barco cheio de poesia!
Beijinhos,
Ailime

Isa Lisboa disse...

E que assim naveguem altivos!

Existe Sempre Um Lugar disse...

Bom dia, do lado da rua navega-se em belas poesias pelo lindo mar que preenche a alma.
AG
http://momentosagomes-ag.blogspot.pt/

manuela baptista disse...

nem as gentes

Marta Vinhais disse...

Chovem poemas encantados...
Com ventos mágicos...
Lindo...
Obrigada pela visita
Beijos e abraços
Marta

Graça Pires disse...

Os barcos nunca se rendem...
Um beijo, meu amigo.

Fê blue bird disse...

Não se ajoelham os barcos nem os homens !

John Steinbeck sabia o que dizia!

beijinho

Lilá(s) disse...

Interessante esse largo,onde se passeia a poesia!
Bjs

Lídia Borges disse...


Não se ajoelhem os barcos, em rua nenhuma...


Um beijo

Maré Viva disse...

As vinhas da ira, cujo vinho dificilmente nos traz a paz pretendida.
Muito interessante, o largo da tua rua!

Um abraço.

EU disse...

"Antes quebrar que torcer" - diz-se...

Ainda bem que o teu primeiro verso transmite essa postura.

Gostei imenso, Mar.
Bjo :)