segunda-feira, 25 de agosto de 2014

A DESPONTAR NA VARANDA DO CAIS






Já tínhamos morrido
quase tudo
mas ainda a desnascer
surpreendemos
no espelho das águas
um gesto
pássaros a céu aberto
infinitos aqui tão perto
que nem lhes podemos tocar

Desta finisterra
efémeros partem barcos antigos
que deixam rastos
de romãs
a despontar na varanda do cais


 

24 comentários:

Justine disse...

Uma conversa longa e cheia...e sempre inacabada!

Laura Santos disse...

Enquanto os barcos antigos continuarem a partir do cais não está tudo perdido :-)
Belo poema com sabor a romã.
xx

Silenciosamente ouvindo... disse...

Temos que acreditar que os barcos
continuarão sempre a partir e
a esperança a regressar.
Um abraço
Irene Alves

Arco-Íris de Frida disse...

A imagem do post, me deu saudade de um tempo que nao vivi...

Helena disse...

Belos versos encimados por uma pintura linda de se ver! Muitos pássaros são mesmo para serem vistos... como tocar a poesia em pleno voo?
Sorrisos, estrelas, meu carinho,
Helena

Rogerio G. V. Pereira disse...

Poeta
fico à espera
do regresso

enquanto isso
construamos barcas novas
com a vontade que sobra
aquela que ninguém nos rouba

Agostinho disse...

Se as romãs crescem no cais
eles hão de voltar amanhã.

Rembrandt disse...

Que bella pintura como marco para tus versos, los barcos que lindos son me llevan a fantasías.

Saludos Mar y gracias por pasar por mi sitio.

REM

MARILENE disse...

Enquanto se mostrarem os rastos e se mantiverem no olhar os barcos, ainda que antigos, haverá esperança para os que, atentos, permanecem no cais. Abraço.

Vanuza Pantaleão disse...

Sempre me quedei a observar o mar e as embarcações, sempre. E nem sei explicar...
O poema e o quadro estão em perfeita sintonia.
Abraços!

Jane Gatti de Campos disse...

Infinitos aqui tão perto...
Versos que fazem sonhar partidas, chegadas, riso e lágrimas. Perfume de romãs... Abraços.

Suzete Brainer disse...

Maravilhoso é sempre ser

surpreendida pelo teu

brilho (infinito) poético...

Bj.

Vieira Calado disse...

Um belo poema, sem dúvida!
Saudações poéticas!

Rita Freitas disse...

Tanta beleza e nostalgia na varanda do cais!

bjs

Lídia Borges disse...


Façamos desses rastos caminhos novos para os nossos passos.

Beijo

Lídia

Graça Pires disse...

Pássaros e barcos a lembrarem que a vida continua...
Um beijo, amigo.

© Piedade Araújo Sol disse...

estamos sempre a desnacer e no cais ficam o sabor a romã, quiçá do beijo trocado...

:)

Ailime disse...

O mar tem sempre a magia de fazer renascer a esperança, apesar dos barcos partirem!
Bj
Ailime

jrd disse...

Quando o mar ajuda a desnascer a maré é sempre cheia e a marca fica lá.

Abraço fraterno.

Marisa Giglio disse...

Gostei tanto do poema quanto gosto de romãs . Muito ! Beijos

marlene edir severino disse...

Rastros

De incompletos movimentos

Abraço, poeta!

Janita disse...

Imagem e poema em perfeita sintonia!
Surpreendo-me sempre com o reflexo que espelham essas águas em que navega o seu talento poético. Um deslumbramento nada efémero, ainda que os barcos abandonem o cais...:)

Beijos.

ana disse...

Muito boa a escolha da tela para a construção do poema... ou o contrário.
Abraço!:))

EU disse...

Partidas sempre dolorosas, pois os destinos eram sempre infinitos. E a espera longa!
Gosto da tua poesia pela poesia...
Bjo, Mar :)