sexta-feira, 20 de junho de 2014

O FULGOR DO PORVIR







Nem o mar sabia
entardecer
numa folha de papel

esculpir em síntese
a tua nudez

nem o mar sabia responder
a tanto azul
nem eu sabia que tardavas
mas chegavas
chegavas chegavas
nunca mais acabavas de chegar
a tempo de plantar
uma árvore
que se desnudasse
folha a folha

nem tu sabias senhora
neste deserto
a sede do entardecer

o fulgor do porvir



 

28 comentários:

© Piedade Araújo Sol disse...

a nudez do papel....

:)

Sónia M. disse...

Este poema chegou

chegou-me bem ao fundo. Belíssimo!

Beijo

anamar disse...

Para começar o meu dia, a leitura de ti.

Bom fim de semana e de cães á solta... Mas por aí. :)

Majo disse...

~
~ ~ Sedes ardentes que urgem. ~ ~

~ ~ ~ ~ ~ Belo e intenso. ~ ~ ~ ~ ~

jrd disse...

Quanto mais tempo demora a chegar, maior é o seu fascínio.

Abraç

Rosa dos Ventos disse...

E eu entardeço a ler este belo poema!

Abraço

EU disse...

Na espera, a imaginação ferve, assim como a antecipação da sensação plena de um querer total, nu...
Aprecio a tua arte poética, Mar.
Bjo :)

Genny Xavier disse...

As palavras se desnudam, nestes versos em que a força das imagens resvalam pelos impulsos dos sentidos...as palavras são leves e fluem, porém, abrasam, ao calor dos sentimentos...
Feliz poética...
Genny

Alexandre de Castro disse...

Em cada mar, há sempre uma sereia para desnudar.
Belo poema.
Abraço.

Arco-Íris de Frida disse...

"nem eu sabia que tardavas
mas chegavas
chegavas chegavas
nunca mais acabavas de chegar"

Achei lindo esse chegar...

Graça Pereira disse...

É difícil entardecer as coisas no papel...faltam palavras e, outras vezes, sobram... Mas tu conseguiste juntá-las neste belo poema.
Beijo
Graça

Existe Sempre Um Lugar disse...

Boa tarde,
Chegar a nudez numa folha de papel ao entardecer, é uma criação fantástica.
Abraço
AG
http://momentosagomes-ag.blogspot.pt/

Teresa Alves disse...

E de letra em letra, ou de verso em verso, desfez-se o pudor, e a escrita poética revelou-se à natureza da Arte.


Bom fim de semana.

José María Souza Costa disse...


Olá, Mar Aravel


Tudo de bom, para você.
E os meus desejos de um fim de semana, excelente.
Que a luz do Sol, aqueça os seus sonhos, e que o Criador, abençoe, os seus desejos, para que eles despertem e se concretizem.
Desejos meus, de Saúde sempre e Paz.
Abraços.

Vénus S. disse...

No fulgor das palavras que rebentam nas ondas do mar. Bom fim de semana! :)

Kiss

Elvira Carvalho disse...

Um belíssimo poema.
Um abraço e bom Domingo.

Armando Sena disse...

Sempre chega a verdade que não buscamos.

heretico disse...

... "era a tarde mais longa/ de todas as tardes" - que acontecia, tardando!...

latejante a ansiedade do Poeta - e sua sede!

belíssimo teu poema, Poeta maior e meu irmão.

forte abraço

Silenciosamente ouvindo... disse...

Já tinha saudades de vir ao seu
blogue. 5 semanas de ausência
e retorno lentamente a visitar
os amigos.Como sempre excelente
poesia aqui me espera.
Desejo que esteja bem.
Bj.
Irene Alves

Marisa Giglio disse...

Muito bonito . " Nem o mar sabia responder a tanto azul . " Perfeito . Gostei . Beijos

Nilson Barcelli disse...

Há fulgores que tardam, mas chegam...

Abraço.

ana disse...

Mar Arável,
Belíssimo este porvir.
Boa noite!:))

Agostinho disse...

Em síntese, Mar Arável,
um esplendoroso fulgor!
todo o mar não chega
para conter o encanto
daquele azul a crescer.

Olinda Melo disse...


Por aqui se vê que o mar não sabe tudo...falta-lhe conhecer as voltas das suas metáforas que conseguem envolver-nos e aspirar a mais azul ainda.

Abraço

Olinda

Ana Tapadas disse...

Belíssimo, na sua clara espera.

bj

Rita Freitas disse...

Muito bonito e inspirador.

Gostei imenso

Bjs

Mel de Carvalho disse...

De uma beleza ímpar cada um destes textos que acabei de ler. Perdõe a ausencia, motivos de saúde...

Fraterno abraço

ॐ Shirley ॐ disse...

Que lindo!
Beijo!