quinta-feira, 18 de julho de 2013

QUANDO TE ACHEGAS





Na minha aldeia
os pássaros não poisam
porque não há sombras
nem migalhas

tudo se decide
a céu aberto

matamos a sede
a beber água do rio
às mãos cheias
desaguamos entre pedras
infinitos
no mar
que trago nos olhos

Na minha aldeia
não há sombras
quando te achegas

 

26 comentários:

Ana Tapadas disse...

Gosto do ritmo e da ternura desabrida que transparece de cada palavra.
«tudo se decide
a céu aberto», coisa ainda possível também na minha aldeia...

bjs

www.amsk.org.br disse...

Os homens e suas aldeias.
Guerreiros cansados,
amantes insuperáveis.
Homens e Aldeias.

bj

jrd disse...

Na tua aldeia o sol brilha livre.

Rogério Pereira disse...

Vou ler isto em voz alta
é só o que me falta

para sentir minha
a tua aldeia


Genny Xavier disse...

“Se queres ser universal, começa por pintar a tua aldeia.”
Léon Tolstoi

As imagens da tua aldeia foram serenamente pintadas pelas mãos da tua poesia...quadro de pequenos detalhes, compondo a paisagem que, de olhos fechados, podemos sentir...pássaros, frescor de águas e rios, e essa clareza lírica que afugenta as sombras...

Beijo.
Genny

Mel de Carvalho disse...

estimado amigo,

o mundo começa mesmo na nossa aldeia, em cada um de nós, individualmente.

um prazer renovado cada poema que nos deixa - obrigada.

um bfs, caríssimo.
abraço fraterno

Mel

trepadeira disse...

Vamos pôr o país a decidir,tudo,a céu aberto.

Abraço,

mário

Pata Negra disse...

eu também tenho uma aldeia com o céu aberto mas o rio vai seco - como posso fazer para desaguar?
Um abraço sem estado de poesia

deep disse...

Assim é: as aldeias nem sempre são sombra. ;)

Anabela Brasinha disse...

Olá!

Belo poema,
bela discrição,
porque afinal,
o amor é simples, invariavelmente,
só tudo o resto é que pode não ser,
e tantas vezes se trocam essas ideias. De qualquer modo,
Bela é a aldeia, essa!

heretico disse...

também ouvi os "sinos da minha aldeia" a ecoar no teu poema...

abraço, Poeta amigo

Sandra Subtil disse...

Na minha aldeia o rio já secou...

Beijinho com carinho

ana disse...

Muito bonito.
Beijinho.:)

Branca disse...

Volto a este mar onde sempre me sinto bem, precisamente porque "tudo se decide a céu aberto" e com muita arte.

Um blog que nunca vou esquecer e um amigo que sempre ficará na releitura de uma poesia única.

Beijos

quem és, que fazes aqui? disse...


Não vou perguntar onde fica essa aldeia...

Beijo

Laura

Maria Emilia Moreira disse...

Olá!
Quando tudo se decide a céu aberto... é porque aí as gentes são de fibra!!!
Onde é esse lugar?!
Belo poema, sinceramente.

Justine disse...

Nas aldeias acontecem coisas misteriosas...

nelma ladeira disse...

Olá belo poema,é sempre bom dá uma passadinha aqui!
Um blog que transmite paz beijinhos.

lis disse...

Li de algum poeta que 'há pessoas que trazem o mar nos olhos, não pela cor
Mas pela vastidão da alma...' e deve ser por aí 'onde se mata a sede'.
... e quando eles nos achegam?
ah que delícia que é.
Obrigada
abraços

OUTONO disse...

...sedutor!

Anna disse...

Não há sombras, na limpidez destes versos... É sempre tão bom passar por aqui...

Deixo um beijo

Sonhadora (RosaMaria) disse...

Poeta

É bom quando se decide tudo a céu aberto...fica tudo mais claro.

Um beijinho com carinho
Sonhadora

Canto da Boca disse...

Fiquei imaginando uma confraria no céu, e após, os pássaros chegando, devagar, um a um e entoarem cânticos amorosos...

Janita disse...

Este poema iluminou, hoje, a aldeia triste e sombria em que sinto submerso o meu coração.

A ausência de mais um bom Amigo, espero que breve, deixou-me alquebrada. É que quando ele se achega...também não há sombras.

Obrigada pelas belas e animadoras palavras. Adoro tudo o que se decide a céu aberto!

Um abraço.

AnaMar (pseudónimo) disse...

uma aldeia com tanto sol
e o poema cantante ao som dos sinos
belo!

Graça Sampaio disse...

Muito bonito! Muito ritmo e muita doçura! Com um final romântico. Gostei muito.

Beijinho