terça-feira, 9 de outubro de 2012

SEM DONO NEM DESTINO





Trago à palavra
a queda de uma folha

Estava a vê-la
transportar desamores
à pergunta de um sopro
que a libertasse do galho da videira

Foi hoje
pé ante pé
no torpor do sono

Sem dono nem destino
simplesmente caíu
para alumiar o chão
onde se deita

 

31 comentários:

Anónimo disse...

Nossa! Maravilhoso poema!
Amei, amei, amei...

Rogério Pereira disse...

Poeta, assim
quem não gosta do outono?
quem fala em sono?

trepadeira disse...

Sem dono nem destino,no Outono,sem perder o caminho.

Um abraço,
mário

Hanaé Pais disse...

Klimt- Danae

Simboliza o Amor Divino e a Transcendência.

A princesa virgem que apenas podia ser fecundada por Zeus.
A chuva de ouro = o desejo.
Zeus entrou no claustro onde a sua amada se encontrava presa numa torre de bronze.

A chuva fertiliza a Terra com gotas douradas.

ana disse...

Mar Arável,
Muito belo este poema. Um dos mais bonitos que li sobre o Outono. Parabéns!:)
Beijinho.

JP disse...

Olá,

Belo este poema sobre o Outono das folhas caídas e dos desamores.....

...para alumiar o chão onde se deitam!

Lídia Borges disse...


Vale a pena "trazer à palavra" tanto encanto, tanta luz, tanta música...

Um beijo

lino disse...

Belíssimo poema!
Abraço

Licínia Quitério disse...

É o destino de uma folha: alumiar o chão onde se deita. Tão bonito, Poeta.
Beijo.

Rita Freitas disse...

Tão bonito este Outono sem dono nem destino.

Bjs

manuela baptista disse...

a folha

são duas páginas, num tapete de sono


um abraço

carlos pereira disse...

O ciclo das estações e o ciclo dos amores; cada qual com os seus humores ajudando-nos à conquista de dias felizes.
Gostei do poema.
Abraço.

heretico disse...

poesia genuína. como o respirar de uma folha que tomba...

belíssima.

abraço, caríssimo Poeta.

BRANCAMAR disse...

A palavra continua a ser uma "arma" e aqui é sempre uma "arma" de luz.

Beijos

Sônia Brandão disse...

Outono, liberdade para as folhas.

bjs

OceanoAzul.Sonhos disse...

Belíssimo!

beijinho
cvb

Evanir disse...

Outono é uma das estações que mais sinto a beleza das folhas que outrora dava vida as arvores depois forra o chão para o crescimento da mesma arvore que tanto beleza deu com sua
proporcionou dando o verde da esperança.
Beijos no coração,Evanir.

Sandra Subtil disse...

A sua poesia é primavera em flor, fazendo desabrochar emoções.
Lindo!
beijinho

BlueShell disse...

..."sem dono "
...como deve ser a "palavra"...Livre!
Deve "alumiar" as consciências ...despertá-las do "torpor do sono"!
Excelente metáfora, brilhante poema!

Minha admiração e privilégio ler-te!
Bshell

hfm disse...

Quando a poesia nos invade, assim senti este poema.

Laura Ferreira disse...

Gosto muito de palavras assim...

marlene edir severino disse...

Delicado
"insonoro"

Feito silêncio

Lindo, lindo!

Abraço, poeta!

© Piedade Araújo Sol disse...

a liberdade em tempo de outono.

muito belo!

beij

Vento disse...

é de uma ternura impressionante essa tela de Klimt, mais ainda depois de ler o ensinamento de Annaé sobre o seu significado
... a as minhas palavras continuam em queda livre, já que a falésia é Enorme
"à pergunta de um sopro"
que poema tão lindo, Eufrázio
beijo

Anónimo disse...

Hoje
naveguei num mar
com dono e com destino
À distância
observei
a última folha
que
silenciosamente
se despredeu da videira
Cheia de amor e ternura
caiu
no regaço
do dono do mar
e ali ficou
até de manhã
enquanto ele
dava corpo
a mais um belo poema

saudades

princesa

Canto da Boca disse...

Um sopro de outono parindo estrelas e poemas!

jrd disse...

Um belo poema.
Sao assim as folhas errantes neste Outono do nosso descontentamento.
Abraco

Isabel disse...

É assim o Outono!

Boa semana.

Ana disse...

A luz das palavras !

Penso logo existo disse...

Um maravilhoso poema, cheio de sentimentos.

Parabens Mar Arável adorei

Maria Campos disse...

Quase conseguindo ouvir e ver a queda desta folha, iluminei o meu outono com palavras tão lindas!

Empanturrei-me!