terça-feira, 18 de setembro de 2012

O GRITO DAS SEARAS




No esplendor das águas doces
aparentemente mansas
tão brancas de espumas
e véus de noiva
as crinas do vento
para espanto dos pássaros
tornam-se sílabas itinerantes
melómanos
de silêncios incontidos
 
arredondam arestas
afagam pedras
despertam em cascata
por instantes
o grito das searas
 
 


28 comentários:

Rogério Pereira disse...

Que se alarguem os instantes

Sónia M. disse...

...é no instante que o sol espreita, que o dia começa!

Beijo
Sónia

cores e outros amores disse...

... e que não sejam mudos esses gritos. muito bom.

Lídia Borges disse...


Munch sabia do lado trágico e rebelde a fervilhar no interior de uma Natureza encantadora, encantatória.


Um beijo

Maria João disse...



E a voz se faz trigo, na seara que fertilizou de tanto silêncio.

Um abraço

trepadeira disse...

O grito das searas,sai do peito das ceifeiras.

Um abraço,
mário

Flor de Jasmim disse...

que esses gritos não percam a força, nem sejam abafados.
Boa semana amigo.

Beijinho e uma flor

jrd disse...

Muito bom!
O grito da seara é um eco que vai perdurar no tempo.

Abraço

Sandra Subtil disse...

Que gritem as searas e chorem os céus.
Beijinho

Fê-blue bird disse...

Que este grito ecoe pelo mundo!

beijinhos

Canto da Boca disse...

Ouve-se daqui do outro lado do mar o incansável grito das searas! Que se faça ouvir nas instâncias mais precisas.

ana disse...

Mar Arável,
Muito a propósito com o despertar do nosso povo num grito uníssono manifestado nos últimos tempos.
Belo, muito belo.
Beijinho. :)

Hanaé Pais disse...

Movimento expressionista.
Edvard Munch.
O desespero existencial.
O Grito!
Andro/Gyne.
O trauma.
A calma aparente.
As cascatas...
E as searas em silêncio.

Belo e triste com tudo o que está subjacente.

São disse...

Que se levantem alto os gritos de searas fartas!

Desculpa, mas como não me agrada o quadro, gostaria mais de ter visto o teu belo poema com outra ilustração.

Abraço amigo

Carlos Ramos disse...

Uma vez mais, os meus parabens, está tudo dito e tudo fica por dizer.

António Jesus Batalha disse...

Olá , passei pela net encontrei o seu blog e o achei muito bom, li algumas coisas folhe-ei algumas postagens, gostei do que li e desde já quero dar-lhe os parabéns, e espero que continue se esforçando para sempre fazer o seu melhor, quando encontro bons blogs sempre fico mais um pouco meu nome é: António Batalha. Como sou um homem de Deus deixo-lhe a minha bênção. E que haja muita felicidade e saude em sua vida e em toda a sua casa.
PS. Se desejar seguir o meu humilde blog, Peregrino E Servo, fique á vontade, eu vou retribuir.

Sonhadora (RosaMaria) disse...

Poeta

Que se agitem as searas e despertem os sentidos.

Um beijinho
Sonhadora

Vento disse...

... "é pelo sonho que vamos" :))

beijo, Eufrázio.

Rita Freitas disse...

Que estes instantes se prolonguem, com esta beleza :)

Beijos

Maré Viva disse...

E as searas ondulam ao vento ao som do teu grito feito "de silêncios incontidos"

Abraço.

Ana disse...

Grito que apaga o frio dos silêncios .

MAR disse...

Cierra los ojos...siente profundo el dulce y tierno viento el aroma a las flores, el cielo azul iluminado, el movimiento de las olas del mar, salado, sensual, tierno y salvaje y deate llevar.
Quedemonos con lo mejor de la vida.
Mi abrazo para ti con mucho cariño.
mar

BRANCAMAR disse...

Gostei deste despertar em cascata, deste grito das searas...

Tão sentido, tão gritado, assim da alma para o mundo...

Beijos
Branca

Marisete Zanon disse...

Lindo! "acariciando pedras".
Quero agradecer-te a visita e desejar-lhe um lindo domingo e uma ótima semana!
Bjos! Ah, vou lincar teu blog, posso?

Brígida Luz disse...

[...] e os meus olhos
longe
seara e tempo


belíssimo o teu poema. "desperta silêncios incontidos"

continuação de bom domingo :)

Sara disse...

Há gritos que são isto mesmo: a beleza da expressão incontida.

[É bom voltar ao seu espaço, Eufrázio, depois de um interregno. Um abraço]

JP disse...

Olá,
Lindo poema, sobre o grito das searas, fartas que fartam as ceifeiras.

Abraço

maceta disse...

há água nos teus versos...imparáveis.