segunda-feira, 4 de outubro de 2010

100 ANOS DE REPÚBLICAS



No seu "reinado" o ditador Salazar chegou a tentar o regresso à monarquia, pelo que os festejos dos 100 anos de repúblicas acontecem no país de modos distintos - conforme o povo e os "barões assinalados".
Do grandioso baile da república na Fonte Luminosa a uma tourada não sei onde, tudo é possível nesta terra dos Lusíadas - até cerimónias e eventos dignos do 5 de outubro.
Por mim me confesso - alérgico a santos, reis, heróis, chefes e patrões.
Como não podemos mudar de povo - continuo a sonhar no dia em que se " levante do chão" .


26 comentários:

Licínia Quitério disse...

Esperas que aconteça "o dia levantado e principal", como disse Saramago no final do livro. Esperamos.

Abraço, Amigo.

Fê-blue bird disse...

Junto-me ao seu sonho!
Até porque sonhar, ainda é uma constante da vida.

beijinhos

Rogério Pereira disse...

E como eu comungo desse sonho, vou reproduzir este post no meu chão. Há que multiplicar o gesto de semear o sonho. Se o não fizermos, como esperar que o povo se levante?...

O meu chão é chão nosso

(Farei isso a meio da noite para permitir que digiram a minha homilia dominical...)

jrd disse...

Levantemo-nos pois do chão, para levar, finalmente, a República ao trono.

César Ramos disse...

A República nasceu há 100 anos, mas esteve em estado de coma induzido durante 48, com algumas recaídas a posteriori, até hoje!

Saramago 'sonhou' e... escreveu "Levantado do Chão" a pensar no Alentejo e disse: "... no fundo, levantam-se os homens do chão, levantam-se as searas, é no chão que semeamos, é no chão que nascem árvores e até do chão se pode levantar um livro." (...)

É ao chão que se devem atirar cultivadores de repúblicas de bananas e enterrá-los para estrumar futura sementeira, que teimam não termos 'clima' adequado para ela!...

Um abraço
César

lino disse...

Quase só falta sermos produtores de bananas.
Abraço

mdsol disse...

:))

Kássia Kiss disse...

100 anos de Repúblicas, assim mesmo, no plural, para "separar o trigo do joio". Porque há realmente Repúblicas "em estado de coma induzido"...

Ainda por cima, uma tourada :(

alice disse...

que os poemas nos sirvam então de grua :) um beijinho, eufrázio*

AC disse...

"Como não podemos mudar de povo - continuo a sonhar no dia em que se " levante do chão"."

Infelizmente este povo parece mais inclinado à vinda dum qualquer D. Sebastião...

Abraço

partilha de silêncios disse...

Como era bom, ver o povo levantar-se do chão !!!

bjs

trepadeira disse...

Sobretudo,sobretudo espero que essa alergia seja cada vez mais contagiosa.
Um abraço,
mário

oasis dossonhos disse...

Subscrevo.
Magnífico olhar sobre esta vil, apagada tristeza, manipulada com impostos e circo.
Abraço
Luís

ana disse...

As memórias não se podem apagar, elas existem. São parte do que fomos e do que poderemos vir a ser.

Compreendo o desencanto...também ando por essas marés de desencanto e de enganos vãos!
No entanto, a alma de ser português está lá bem no fundo, nos mares nunca dantes navegados...
e num cumpra-se o futuro!

Entendo bem essa alergia que nem com zirtec se debela.
Bom feriado!:)

R. disse...

Sim, tudo é possível: até 'levantar(-mo-nos) do chão'. Por isso, contra o inútil, marchar, marchar!

Justine disse...

Um dia há-de ser!Porque o povo vai mudando...

antonio - o implume disse...

Essa tua alergia quase te torna incompatível com a fragilidade humana...

Maria João disse...

Que se levante, pois!!

No cais, apodrecem as naus e as caravelas.

Um abraço

Rogério Pereira disse...

100 iares? "Épi berdei tu are"

http://ositiodosdesenhos.blogspot.com/

anamar disse...

Só um beijinho...
Estou com limitaçoes de net...
E, lá por casa há mais informação
.))

São disse...

No fim, no fim só tivemos cinquenta anos de liberdade...pois a ditadura não é republicana.

Esperemos , então, que consigamos levantar a cabeça e erguer um regime verdadeiramente democrático!

Bom feriado.

PS_ Será possível eliminar as letras de verificação. Desde já, agradecida pelo favor!

Sara disse...

Com certeza: mais do que celebrar o nominalismo, ergue-se o imperativo de um quotidiano que consagre e concretize os ideais.

Um abraço!

JPD disse...

O conhecimento da História do Sec.XX é tão fraquinho por variadíssimas razões: desinteresse talvez a menos tolerada.

Depois, quem se interessa pela manipulação do valor de certos acontecimentos se pouca gente haverá disponível para sobre eles falar, discutir.

Há um apagamento e desinteresse preocupantes.

Um abraço

heretico disse...

me bastaria um novo "dia claro e limpo..."

abraço

João Norte disse...

Pois o sonho! Mas cada vez parece mais dificil levantar-se. Vamos então sonhando.

tb disse...

O sonho comanda a vida...:)