quinta-feira, 4 de março de 2010

NO DECLIVE DOS TEUS OLHOS

                                                                               RENOIR



Nos dias que se repetem desiguais
chovias inteira

Há dias assim
a gotejarem sílaba a sílaba
no mais íntimo do corpo

exactamente o que sobra de um traço
onde tento decifrar
porque se desmorona a água
em pleno vôo
e a chuva cai

mesmo quando flui
no declive dos teus olhos

41 comentários:

Paulo disse...

Magnífico.

jrd disse...

Muito bom.
O olhar liquido das Palavras.
Um abraço

hfm disse...

Quando a água se torna poema nuns olhos!

anamar disse...

São lágrimas...

Belas como sempre
as cascatas das palavras tuas...

Beijo
:))

partilha de silêncios disse...

Felizmente que ainda há dias se repetem desiguais !!

gostei do seu poema.

bj

Graça disse...

Há dias assim... em que ler-te é um lavar da alma. Lindo!


Beijo meu.

Maria P. disse...

Lindíssimo...

Bjs*

Sonhadora disse...

Lindo poema...adorei.

Beijinhos
Sonhadora

Ana Paula Sena disse...

Belo.

Chove tanto lá fora, como aqui poesia...

Um abraço :)

Meg disse...

Sempre surpreendente este encontro com os teus poemas.
Imagens poeticamente deliciosas e belas.

Beijo

Anónimo disse...

assim lavamos os silêncio...belíssimo em dias que se repetem desiguais
Bom fim de semana!
beijinho
tb

quicas disse...

Há dias assim, repetidos desiguais...
- talvez porque "chovias inteira"!
Um abraço

Justine disse...

Poesia líquida, que se sorve nos poros, necessariamente.

Virgínia do Carmo disse...

Choveu-me na pele um arrepio de ternura...

Bjo

Isabel disse...

declivo-me. nesta declinação. que em si é sempre alta inclinação.



o meu abraço.


sempre.


amigo.






(imf)

lino disse...

Chuva linda, esta.
Abraço

Anderson Fabiano disse...

dias, sílabas, corpos, chuvas... e tudo, bem diante de teus olhos...
meu carinho,
anderson fabiano

Lena disse...

Gostei desta chuva de silabas...

Bjos

Licínia Quitério disse...

Se toda a chuva fosse clara e sentida como este teu poema, bons seriam estes dias.

Abraço.

Sofá Amarelo disse...

No declive das marés há sempre um traço onde a chuva flui e as sílabas gotejam...

JPD disse...

Glosando Augusto Abelaira, eis um poema magnífico, escrito na água.

Saudações

Silvana Nunes .'. disse...

Belíssimo momento poético. parabéns.
FOI DESSE JEITO QUE EU OUVI DIZER... deseja uma boa semana para você.
Saudações Florestais !

legivel disse...

... o JPD tirou-me o chapéu de chuva da mão, que é como quem diz, a palavra da boca: um poema escrito na água da chuva, em tempo do nosso descontentamento. Valham-nos as tuas letras.

Maria Valadas disse...

Gostei deste mar de lágrimas evaporadas em chuva.

Um encanto ler-te.

Beijos

Teresa Durães disse...

gotículas de gotas onde nos desfazemos!

heretico disse...

poema de humanidade líquida...
terno e belo.

poema enorme.

abraço, meu caro Poeta.

alice disse...

:) muito bonito, eufrázio. um grande beijinho.

MARIA disse...

Parabéns pela beleza da imagem desenhada nas formas das palavras.

São disse...

A tua poesia é admirável, mas aqui te ultrapassaste.

Fica bem.

Aníbal Raposo disse...

Muito bom.

Abraço

Lídia Borges disse...

"Há dias assim a gotejarem sílaba a sílaba"... poemas que nos enchem a alma.

Um beijo

Chris disse...

"Dias que se repetem desiguais" - no fluir das palavras simples e intensas.
Um abraço
Chris

maré disse...

belos os olhos
em desfiladeiro de tristezas

o corpo mais denso da água
indecifradamente
no movimento dos dias

___ beijos Eufrázio

Laura disse...

Lindo, como sempre...

Graça Pires disse...

"Há dias assim
a gotejarem sílaba a sílaba
no mais íntimo do corpo".
A água reclamando a sede...
Um beijo.

Silvana Nunes .'. disse...

Bravo.
Beijo grande.

gabriela r martins disse...

tão simples quanto sublime

POETA




.
um beijo

mundo azul disse...

__________________________________

...águas que lavam a Natureza e purificam a alma...


Bonito o seu poema!


Beijos de luz e o meu carinho...

________________________________

Clarice disse...

Hummm... Isto é para ler e reler.
Abração.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

São as marés do coração....liquefeitas gotas de sangue....lindo!

Delirius disse...

Mar...., bom dia!
Vim te ver e me adoçar na poesia do teu chover de sentires.
Me encanto, aqui.

Beijo