quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

INSECTOS

abstractarnation




Distraídos

ageis

azuis

voam silencios de crisálida

no magro pomar

rente à folhagem



Ao fim da tarde

poisam

no meu ombro preferido

deixam mensagens

breves incendios de palavras



Pelo rumor

pressinto-lhes a respiração



Viajam

o desejo do pólen
marulham
os insectos


13 comentários:

bettips disse...

Nem imaginas o perto.
Não, infelizmente o musgo ...
Vamos falando assim, no encharcar dos dias feios que nos dão a beber.
Abçs

Donagata disse...

Obrigada.
No meio de toda esta liquidez cinzenta que me tem mantido submersa, soube bem este laivo de primavera.

Maria Laura disse...

Beleza. Só.

Graça Pires disse...

O desejo do pólen ao fim da tarde.
Silêncios de crisálida rente à folhagem. As abelhas: o desejo do mel.
Um abraço

Alexandre disse...

Os insectos são fundamentais - a pequenez da vida deles está directamente ligada com a enormidade da nossa vida - não poderíamos passar sem eles... mesmo quando nos chateiam. Não os chatearemos nós mais a eles que eles a nós?

Um abraço!!!

jrd disse...

É admirável o mundo das abelhas. Que pena não serem republicanas e precisarem de uma rainha...

Licínia Quitério disse...

Desejo a inundar o silêncio. Rumores de fim de tarde.
Bonito.

isabel mendes ferreira disse...

não predadores?


não.


esvoaçantes.



a respirarem.

a possível beleza dos dias.


______________


bom dia. Mar.

un dress disse...

abstractos e voláteis...







.beijO

al.jib/rocha martins disse...

aqui

navego

no

silêncio

escrito

de

ti

.

assim



um beijo

pin gente disse...

e ao cair da noite
fecham-se
acalmam suas asas
descansam as mil e uma batidas
inspiram noite fora
para recomeçar
com o nascer de um novo dia

herético disse...

é bom ter ombro onde os insectos poisam! e pressentir-lhes os presságios...

belo poema. como sempre.

Mateso disse...

Marulham nas ondas de grãos plenos e dormem no azul da noite.
Bj.