terça-feira, 1 de maio de 2007

MAIO






Hoje um poeta morreu

no trabalho

a construir poemas





João Corinto servente

não sabia palavras

só tijolos e cimento





Um pé fora do andaime





o chão não era de cravos

e as aves

bateram asas







Hoje um poeta morreu

no trabalho







Projectou-se do oitavo verso

do seu poema

14 comentários:

Sofia Loureiro dos Santos disse...

Lindo.

Entre linhas disse...

O poeta constroí poemas,o servente constroí os alicerces de uma vida.

Bjs Zita

Licínia Quitério disse...

Belíssima surpresa o teu blog.
Um Senhor Poeta!!
Não perderei este caminho.

Luis disse...

Obrigado

inominável disse...

tenho a sensação que me ando a colocar os pés fora do andaime ciclicamente... e hoje morro outra vez...

un dress disse...

...e mergulhou



.




´` à flor da água




.

Rogério disse...

Muitos parabéns pela concretização e afluência que este projecto vai tendo. É uma lufada de ar fresco a nível cultural em relação a mtos blogs que por aí se vão escrevendo e revelando. Continue assim e já agora vá dando uma espreitadela pelo meu.Um abraço.

Maria P. disse...

Encanta com este espaço, serenamente belo...

Um abraço*

Isabel-F. disse...

Parabéns pelo poema.

Simplesmente soberbo.

Maria disse...

Dói. O suficiente.

Maria disse...

Estás nomeado no meu blog....
E estás à vontade para ficar quietinho e fazer nada...

Beijinhos

Eufrázio Filipe disse...

Sofia - gosto do lindo - sinceramente
Entrelinhas - pois é
Licínia - a vida é uma surpresa constante
Luis - agradeço
Inominável - poderei eu ser um chão de cravos?No c.e.t.a no trianon?
Un dress - O-bvia - mente que
Rogério - já não quero mais votos só a vossa presença
Maria p - espero-a
Isabel-f - dito por si parece-me um céu
Maria - sempre

Confúcio Costa disse...

A queda em si mesmo. Fatal. Sempre.

Abraço.

Ana Prado disse...

Não gosto de expressões, como a que vou utilizar, mas nada mais me ocorre, a não ser "magnífico!"