Mal amados
com um nó na garganta
os barcos desaguam no cais
despidos de velas
adormecem
carregados de sonhos
Talvez à míngua dos seus olhos doces
um fio de água se ateie
e lhes devolva a voz
no intervalo das areias
ou na aprendizagem do voo
soltem aves
como se fossem pedras