As pedras marinhas de tão azuis
regressam à tona
juntam-se para respirar
a paciência das aves
viris e soltas povoam afluentes puríssimos
respiram fundo pelas narinas do vento
(talvez por isso queiram voar
contra o rosto das palavras
ou pairar como sinais de penas)
As pedras marinhas reanimam
a voz oculta da luz
que se quer liberta insofrida
a coragem de lutar sobre ruínas
eufrázio filipe






