sexta-feira, 24 de maio de 2013

O PÃO BEIJADO





Regressados os barcos
às areias movediças
com mãos de linho
por um fio
tricotavas sinais
que se ajustavam
ao nosso corpo
guardavas segredos
pátrias navegáveis
e outros céus
como pedras
em voz alta
na escarpa

Regressados os barcos
repetidos
nada mais foi importante
que o pão beijado
no labirinto
dos teus lábios

 

24 comentários:

Isabel disse...

E é tudo o que importa.

Janita disse...

Quando dois grandes talentos se unem, só pode acontecer algo de sublime!
Eduardo Gageiro deve concordar plenamente que...

" Regressados os barcos
nada mais foi importante
que o pão beijado
no labirinto
dos teus lábios"

Que felicidade, quando os barcos regressam!

Abraço.



© Piedade Araújo Sol disse...

beijos com sabor a sal...

:)

trepadeira disse...

O pão beijado,era aquele que caia ao chão,beijado já se podia comer.
Tempos de fome,nada se podia,pode,desperdiçar.

Abraço,
mário

Sónia M. disse...

E pouco mais importa...

Bj

jrd disse...

A fome que se deseja e se procura.
Abraço

Branca disse...

Comovente e belíssimo!
Sou particularmente sensível aos pescadores, às suas terras e aos seus mares ou rios e tu trouxeste-os aqui pela imagem e pelos versos, gritando vida, a vida intensa que eles representam e nos trazem em forma de "pão".

Voltar aqui é sempre o sítio onde me encanto com a poesia, com a forma como "cantas" a vida, todas as vidas, as mais intensas.

Beijos

Anónimo disse...

Amanhã, na outra margem para um forte abraço.
E erguer a taça de vinho e gritar por Portugal, Portugal!

A. disse...

Sorte de quem tem lábios seus por onde navega o sabor da chegada!...


Bom fim de semana



Abraço

Maria P. disse...

Que maravilha.

Beijinho*

JP disse...

Mais um belo momento...

regressados os barcos. Quando se espera e se abraça

Abraço

ana disse...

:))) Bonito! :)

Sandra Subtil disse...

Beijo de sal lembrando que a vida necessita de tempero.

Lídia Borges disse...


"O pão beijado"

Num tempo em que já nada nos chega "mão beijada".

Um beijo

GL disse...

Beijo, que pode, ou não, ser metáfora.
Pão, que pode ou não, ser matéria.
Ambos, indiscutivelmente, indispensaveis à vida, vida de afectos, vida de subsistência: complementam-se, fundem-se.

Abraço.

Daniel C.da Silva (Lobinho) disse...

Palmas, palmas....

heretico disse...

no labirinto dos lábios, a fome que arde - na urgência.

abraço, meu caro Poeta.

marlene edir severino disse...

"com mãos de linho
por um fio
tricotavas sinais"

Delicada trama.
Doce poeta!

Abraço daqui!

Laura Ferreira disse...

Está tudo dito.

Licínia Quitério disse...

E o importante é...

Canto da Boca disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Canto da Boca disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Canto da Boca disse...

O pão-beijo é o alimento que sacia a boca, o corpo; e o regresso a saciedade da alma. Temos muitas fomes (urge a de justiça)!

Olinda Melo disse...


Do pão que o diabo amassou...

Abraço

Olinda