sábado, 24 de janeiro de 2009

UM HINO ÁS TEMPESTADES



Na tremulina deste mar

que não se consente agrilhoado

mesmo que seja breve o azul

no perfume das águas

mesmo que o cíclico pássaro

de plenas asas

adocique o bando

não te vejo a abandonar a luz

clara silvestre dos relâmpagos


O ar que respiras

pelas narinas do vento

continua a movimentar-se

agita as dunas

grita nas falésias

contra a absolvição dos destinos


Submerso no chão das maresias

um dia virás à tona

só para tanger um hino

à ternura das tempestades

mas o brilho dos teus olhos

de tão órfãos

ainda terão uma pedra

para atirar às estrelas

29 comentários:

Fernando Samuel disse...

Bonito!
(claro que sem surpresa...)

Um abraço.

isabel mendes ferreira disse...

Absolvo-O do crime de ser assim_________pedra forte a bater a favor do destino.






abraço. de estrelas.

hfm disse...

Doridamente belo.

as velas ardem ate ao fim disse...

Belo!

um abraço

Lena disse...

Poema lindo !
Não consigo comentar mais...
as palavras que la metestes dizem tanto..

Beijos

poesianopopular disse...

-Ninguém deve deixar deixar de sonhar!
" É pelo sonho que chegaremos" Sebastião da Gama, o poeta da Serra Mãe.
Abraço

São disse...

Meu querido, que continues a respirar poesia pela narinas do vento!
Feliz semana.

jrd disse...

Tempo oral. Temporal insubmisso.
Magnífico.
Abraço

polidor disse...

eu que até "percebo" a poesia... resigno-me com a abstração... difícil entender os sentimentos.

heretico disse...

purificam. as tempestades...

bravíssimo, Poeta!

abraços

Sonia Schmorantz disse...

Para refletir:
Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém...
Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim...
E ter paciência para que a vida faça o resto...
Não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo
de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.
(William Shakespeare)

Faça dessa nova semana um novo início rumo à
felicidade.
abraços

isabel mendes ferreira disse...

o.b.r.i.g.a.d.a.







com pétalas....:)

Anónimo disse...

Do seu poema destaco alguns versos

"não te vejo a abandonar a luz
clara silvestre dos relâmpagos"

"o ar que respiras
...
continua a movimentar-se
... "

"um dia virás à tona"

"à ternura das tempestades"

Tudo isto sim, mas com brilho nos olhos capaz de acalmar
qualquer mar temeroso!

"de pedra" ..... Nunca!
Ninguém deve!!!!!

princesa

Teresa Durães disse...

perder os sonhos mas conquistar mais tarde essa pedra

Laura disse...

Tanto mar.

Mateso disse...

O nosso mar é a nossa razão. Sem grilhões, apenas rspirando a maresia que nos impregna, um dia chegaremos.
Sentido!
Bj.

maria josé quintela disse...

belíssima imagem.



a do brilho dos olhos transformado em pedra com o alvo nas estrelas!



abraço.

utopia das palavras disse...

Quando as tempestades trazem mudança...as estrelas sentem...!

Magnífico,adorei!

Beijo

maré disse...

ainda um dia

na absolvição dos destinos

seremos asas

e luz

caminho azul

sobe o perfume das águas.

um beijo, Azul...

Miguel Barroso disse...

Muito bem escrito. Gostei.




Abraços d´ASSIMETRIA

DO PERFEITO

ecos de palavras disse...

Como sempre... adoro a tua prosa e poesia.

Este poema... fala por si!

Beijo

Maria Valadas

mariam disse...

Eufrázio,

________ MAGNÍFICO ! _______

adorei este poema.

boa semana
um abraço e o meu sorriso :)
mariam

Ana Paula disse...

Assim nos fala o poeta! :) Sempre muito cativante!

Há tempestades tão belas... vale bem a pena cantá-las!

Sonia Schmorantz disse...

Mira-te pelo calendário da flores
Que são só viço e esquecimento.
Desprende-te dos ofícios do dia,
Apaga os números, os anos e anos,
Releva a data de teu nascimento.
E assim, por tão leve sendo,
Por tão de ti isento,
De uma quase não resistência de pluma,
Abraça o momento,
Te apruma,
Tome por bagagem os sonhos
E apanha carona no vento.

(Fernando Campanella)

um abraço

as velas ardem ate ao fim disse...

Depois da tempestade vem aa bonança!`Pelos menos é o que dizem.

um bjo

gabriela rocha martins disse...

às estrelas ,não!

é já tão pouco o que nos resta....

... mas rendo.me a esta tua brilhante metáfora



.
um beijo

Bandida disse...

a tempestade morde a língua dos silêncios. ainda que o mar não diga nada, sabemos do intemporal.


um enorme beijo

Graça Pires disse...

"mas o brilho dos teus olhos
de tão órfãos
ainda terão uma pedra
para atirar às estrelas"
Belíssimo poema!
Um abraço.

Donagata disse...

Belíssimo!

Adoro as tempestades no mar.