segunda-feira, 2 de junho de 2008

ETERNAMAENTE A RESPIRAR

Pintura de Renoir

Nem todos os jacarandás

rebentaram em Maio

mas tu cumpriste

o ritmo das estações

contra o tempo que faz


Vestiste-te de púrpura

com cheiro a hortelã

sentaste-te no meu silêncio preferido

dedos esguios em flor a crescerem

nas teclas do piano


Nem todos os jacarandás

rebentaram em Maio

porque não existem horas para amar

porque é possível pintar

uma flor com a boca

na tua boca

e ficar assim

eternamente a respirar


24 comentários:

alice disse...

um bonito poema para um dos meus quadros favoritos. um beijinho *

dona tela disse...

Haja alegria por aqui também.

Maria disse...

... da liberdade poética ao impossível...
Lindo!

beijo

Licínia Quitério disse...

Muito belo. Como a flor do jacarandá. Como os dedos em flor nas teclas.

Um beijo.

Saramar disse...

Ah! que lindo e romântico.
De todos os versos lindos, gostei especialmente deste últimos, de reverência e paixão.

beijos

Magnolia disse...

Um lindo poema para lavar a alma logo pela manhã...

gabriela r martins disse...

uma ternura

enquanto te leio

serena
mente

e re leio
DEVAGAR

lambuzada
MENTE



.um beijo

Graça Pires disse...

Nem todos os jacarandás
rebentaram em Maio
Quando se ama há jacarandás o ano inteiro a rebentar-nos no olhar.
Belíssimo o poema. Um abraço.

samuel disse...

Que bonito, Mar!

Abraço

jrd disse...

Beija-flor é um pássaro, beijo flor é a poesia dos meses possíveis.

Coragem disse...

e do piano, se fez a melodia nas suas palavras, bonito mesmo!

mundo azul disse...

Um belo poema! Foi um prazer conhecer o seu espaço...Obrigada pela gentil visita!
Beijos e muita luz...

Donagata disse...

Lindo. Gostei mesmo muito.
A Carlota adorou ouvi-lo!

Justine disse...

Aproveitemos então o ritmo das estações,guiados pela cor dos jacarandás e pela beleza das tuas palavras.
Obrigada

herético disse...

belos esses dedos em flor. na subtileza das teclas de piano.

bravíssimo Poema!

abraços

mariam disse...

lindo!
pura... sensibilidade.

um sorriso (azulado como a flor) :)

PiresF disse...

E aqui frui.

Abraço.

meg disse...

Com Renoir como ilustração, um belíssimo poema com jacarandás!

...Nem todos os jacarandás
rebentaram em Maio...

É com muito prazer que retribuo a visita, e será ainda mais voltar a recebê-lo.
Porque esta foi uma óptima surpresa, e retribuo desde já o link do Mar Arável.

Um abraço

isabel mendes ferreira disse...

...mesmo sem asas...vim.



no sossego maior de toda a discreta palavra.

ler.


ouvir.


e parto.


encantada.



obrigada.

Anónimo disse...

Eternamente
flor de jacanradá
em qualquer mês
em qualquer estação
eternamente
a respirar...
ao som da tua música
flor de jacanradá

princesa

antonio disse...

E o aroma do jacarandá me trouxe de volta este espaço...

São disse...

Levo na alma o perfume dos jacarandás: obrigada!
Bom fim de semana.

Mateso disse...

Na suavidade da flor floresce a palavra sentida.
Lindo.
Bj.

Alexandre Bonafim disse...

Poema de apurado labor formal, em que imagens de grande inventividade cativam o leitor. Parbéns! Grande abraço.