quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

A LEVEZA DAS CINZAS








A manhã

num grito de alvorada

desperta no teu corpo

o som dos pássaros

e as pedras medram

porque são seixos

ungidos pelo mar



a manhã

respira,arfa,espuma

por todos os póros

até que a sombra

cansada

se ateie

até ser outro dia



Pudesse dar ás palavras

a leveza das cinzas

já esta fogueira

ardia

nos nossos passos




14 comentários:

Maria disse...

Um dia as palavras serão leves.... como as cinzas...

Beijo

gaivota disse...

um poema que diz tudo e
uma foto!, senhores!
que maravilha!
fez-me aguçar aqui o jeito da praia
do antigamente...
não tão altas, é verdade...
lembro um filme que tenho sempre presente "Ruptura Explosiva"
...
beijos grandes

Dalaila disse...

e a manhã grita nas alvoradas do mar

pin gente disse...

amacia-me a pele com essa pedra curtida de sal e sol
passa-ma pelo corpo como a m�o do mar o faria
todos os meus poros beber�o o seu calor
o meu sangue ouvir� a m�sica que por dentro cantam
que s� pode ser acompanhado de um belo poema de amor

gabriela r martins disse...

um passo

em fogueira

feito cinza

.
ou o antes
e o depois

do adeus


.
um beijo

un dress disse...

sopradas cinzas

da cinzenta alma...






.beijO

samuel disse...

E dás!...

Abraço.

isabel mendes ferreira disse...

tão leves....

quase invisiveis.




,



beijo.

Maria Laura disse...

A leveza das cinzas... suave espalhar de palavras.

São disse...

O poema é bonito, mas a foto ...
Feliz fim de semana.

Isabel-F. disse...

mais um belo poema, que me deliciei a ler.


boa semana
bjs

Graça Pires disse...

"Pudesse dar às palavras
a leveza das cinzas"
Muitas vezes as palavras pesam-nos no peito como se fossem pedras...
Um abraço.

nana disse...

a manhã


ardeu-me


nas cinzas


do novo dia






...

herético disse...

leveza das cinzas. como faúlhas...
abraços