terça-feira, 29 de setembro de 2009

PELA VIDA FORA




Estava em desassossego
a despertar o timbre
de outros mares
quando lançaste uma flor para o palco

Uma flor vermelha
de lábios doces
que recolhi pétala a pétala

Nunca soube quem és
muito menos do teu jardim

mas sei que me acordaste
pela vida fora


domingo, 27 de setembro de 2009

O POVO É QUEM MAIS ORDENA(?)


                            eugéne delacroix


Em 1830 Eugéne Delacroix pintou " a liberdade guiando o povo"
porque não bastava, não basta ter razão, é preciso ganhar o "povo" para a sua razão.
O "povo" à solta e a soldo perde-se de razões contra a sua razão, tresmalha-se na indiferença, vende-se sem estar à venda, venda-se e adere mais fácilmente nas rotundas do mercado das imagens e do poder, prescinde da força que tem, é um anjo que sofre, carrega andores e paga. 

Não sei se vem a propósito mas não resisto a transcrever este diálogo a que assisti, por acaso, numa esplanada, duas horas antes do final para a votação nas legislativas.
"
- Não vais votar?
- Não sei.
- Pá - se não votares não podes pedir empréstimos aos bancos
- A esses gajos não peço nada.
- Tá meu - mas também não podes ser 1º ministro.
- Ok - vou votar.
- É um dever.
- Ok. serás meu motorista. "

O país ainda implume - após o acto eleitoral - deu um sinal.

O ps perdeu a maioria absoluta e declara-se vitorioso
O psd não atingiu a maioria relativa e declara-se o maior nas autarquias locais.
A CDU e O BLOCO são de facto a victória da ruptura e da esquerda com mais votos e deputados.
O cds é o regresso da extrema direita aos submarinos.

O povo é quem mais ordena?

sábado, 26 de setembro de 2009

DOMINGO CONTRA A INDIFERENÇA



Domingo pelas memórias e por todos os amanhãs

sei que vou por aqui

em riste com o meu voto

pela CDU

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

OUTONO


                                            imagem no Teatrices


UMA FOLHA CAÍU

SIMPLESMENTE

AOS TEUS PÉS


sexta-feira, 18 de setembro de 2009

QUANDO ERAS UM RIO




Quando eras um rio
a rasgar caminhos vertiginosos
e as escarpas seguiam
imaculadas os teus olhos
os peixes ficavam encarnados
na tua boca
nidificavam entre margens
enleados

Quando as sombras das pontes
nem sequer eram fronteiras
e eu disse que os rios correm
do ventre até à foz
tu sabias que só o mar
os acolhe

Quando eras um rio
eu dava os primeiros passos
na água