quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

PESTANEJÁMOS UMA VÍRGULA





Lá onde todos os azuis
se reunem para cantar
e os olhos chegam dulcíssimos
nem sempre acontece
uma pauta de timbres

mas tu trazias no corpo
um rasto de asas
na voz um azul distante
que despertou os silêncios da casa

Neste jardim de corais
é possível beijar as pedras

pestanejámos uma vírgula
e tudo ficou mais claro

 

27 comentários:


  1. Escuto a canção dos azuis e tudo me parece claro.


    Um beijo

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  2. A clareza depois de um pestanejar de vírgulas! Como chegar a ela? Basta o silêncio? Ah, os mistérios da vida... Abraços.

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  3. Que bonito. Não sei o que me ficou mais vincado, se o título, se todo o poema, mas gostei tanto.

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  4. Ainda que curta, a pausa de uma vírgula oferece-nos a claridade.

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  5. E basta tão pouco para que se despertem silêncios.

    cvb

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  6. Um rasto de asas pestanejando uma vírgula,nem mais.

    Um abraço,
    mário

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  7. Bastou uma vírgula para percebermos esse silêncio que ecoa em nós.

    Tudo fica claro.

    Abraço

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  8. Feliz de quem tem uma imensidão azul e por ele pode voar...

    Desculpe a ausência, Eufrázio, meu tempo anda cada vez mais escasso, obrigada pela sua sempre presença no Canto.

    ;))

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  9. Uma vírgula que vale por todos os sinais de pontuação!

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  10. Saber virgular já é uma arte, quanto mais num pestanejo!
    Abraço

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  11. Muitas vezes é necessário pestanejar - às vezes até mais do que uma vírgula!
    Muito interessante...

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  12. E nesse abrir e fechar de olhos 'pestanejámos' dias assim tão azuis como a pedras de anéis que guardamos na lembrança ,
    e as vírgulas sempre arrumadinhas em seus poemas.

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  13. Venho ler-te em voz alta no alto da tua" escarpa".

    Beijo poético. :))

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  14. Em tons de azul tudo se transforma, tudo é claro.

    Beijos
    Branca

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  15. Eu acredito em pássaros azuis porque os vejo e sinto claros em mim...

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  16. sabe-se lá o que um breve pestanejar é capaz!...

    que os todos azuis se fundam. num grito rubro...

    abraço-te, Poeta amigo

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  17. Às vezes, a claridade dos olhos é esse segundo em que as palpebras se movimentam.

    Um abraço

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  18. por isso

    entre dois dedos, uma pestana
    e pede-se um desejo


    claro é o seu poema

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  19. Pestanejar virgulas...no meio do azul ...o resultado é este: um poema magnífico. Abraços.

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