terça-feira, 4 de março de 2008

INOCENCIA




Quando os muros são de vidro

parecem transparentes

cresce a fala no teu corpo

são grandes os teus olhos

finíssimas as águas

de todas as tuas fontes



vivem encarnados os peixes

na tua boca

e correm por ti os gestos simples



cresce a fala

sabe a terra húmida

o teu corpo lavrado

e sussurram nas papoilas

a leveza das mãos



Assim se viaja

bebem orgasmos

para espanto

da inocência





18 comentários:

  1. eu acho que a inocência não se espanta com orgasmos... também vai tendo os seus, secretamente, diante de cada mar... e não são só sete...

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  2. Lindíssimo!
    Fiquei sem palavras!

    beijos

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  3. Do entrelace
    das suas metáforas
    brotam
    autênticas esculturas!

    O seu estilo poético
    embala,encanta,
    move-nos...
    ...até ao sonho
    de verdade!

    princesa

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  4. Excelente poema! Com sabor, com a textura da terra e a beleza da inocência.

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  5. a saber a terra húmida. e odores de corpo lavrado...

    abraços

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  6. não sei bem o que significa inocência

    mas seguramente por aí:

    pela água...






    beijO

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  7. As tais transparências...
    Ao pensar o amor. Em cadência poética.
    Abrç

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  8. Belíssimo! como uma viagem letras abaixo.

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  9. Belíssimas palavras, mar arável. Como sempre fico presa nelas.
    Bom fim de semana.
    Um beijo

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  10. coisas simples que se tornam tão belas com a força das tuas palavras

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  11. Boa tarde. Desculpe o comentário. Venho informar que o link do post do Piano ("de acordes especiais") tem um poema de Isabel Mendes Ferreira. Agradeço a sua leitura.

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  12. quando são de vidro

    também os sussurros...



    a transparência.


    a inocência de ser.



    e escrever.





    ..






    lindíssimo..


    lindíssimo.




    x

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  13. ... colhem-se versos vermelhos na grinalda do sol

    Beijo

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