quinta-feira, 2 de agosto de 2012
sexta-feira, 27 de julho de 2012
ESMAIA A MARÉ E SE ALEVANTA
quase de tudo deserta
ululante
como se fosse possível
um coração de ave
tricotar areias com os dedos
no teclado das águas
Desnavegado
fui lá dizer-lhe
com voz de escarpa
hoje não quero salvar o mundo
só ajudar
A maré estava cheia
de azuis
por amor à lonjura tangível
a ressoar acordes
numa apoteose de sussurros
coada de palavras
aqui tão perto
que nem lhe posso tocar
Nesta acidental praia
esmaia a maré
e se alevanta
domingo, 22 de julho de 2012
domingo, 15 de julho de 2012
TANTO É O MAR
Tanto é o mar
em redor das ilhas
que já nem sei quem mais amo
se a chama das águas
se os barcos
naufragos à vista
oráculos ao ritmo das marés
apeadeiros de aves
a cumprirem trajectos
no desassossego dos ventos
Tanto é o mar
no vazio povoado
de explosões de vida
sequestrado no paraíso
dulcícissimo
só precisa um pormenor de azul
para subir aos mastros
Quando chegar ao cais
com asas trôpegas da viagem
descobrirá âncoras
que sempre existiram
em desafio
nesta desordem
de cores nos jardins
segunda-feira, 2 de julho de 2012
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