publicado no meu "Que fizeste das nossas flores"
Nos olhos um mar infinito de palavras soltas
faúlhas e rumores de vento
onde quedos se agitam por dentro
barcos ancorados
Nas velas recolhidas um perfume de algas
onde convergem todas as pátrias movediças
cardumes nos destroços das bandeiras
Estes são os olhos que me olham
nos espelhos da água
Os meus permanecem hasteados nos mastros
a despir horizontes desgrenhados
no grito das marés






