terça-feira, 29 de novembro de 2011
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
BARCOS DE PASSAGEM
DALI
Imponente e doce no fervor dos silêncios
produzias saberes incendiavas pedras
eras um rio abrupto
a desbravar margens
e eu soltava-me vertiginoso
no teu corpo lìquido
aprendia a navegar
Quando tateavas brumas
de olhos abertos não vias nada
mas vencias espaços esquinas e becos
eras um rio de beber
às mãos cheias por entre os dedos
corpo fluido no refúgio das águas
sussurro de harpas
por toda a escarpa
véu de noiva
luz de fósforo
a alumiar destinos improváveis
barcos de passagem
sábado, 12 de novembro de 2011
SOMBRA DE LUZ
MAGRITTE
Quando despertei
para a árvore
que ajudei a plantar
nos espelhos da memória
chovia uma sombra de luz
desejos paisagens sons
e foi assim
neste equilíbrio
fugaz de assimetrias
que inscrevi no tempo
um espaço
para agitar o vento
mares salivas flores de sal
e foi assim
a prumo nos mastros
em desassossego de barcos
que organizámos jardins
bandos de pássaros
relâmpagos
Quando despertei
vesti o melhor fato
só para te ver
e tu lá estavas
sombra de luz
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