Após longos tempos na cidade a ver o mar pela trapeira decidiu arrumar os tarecos e partir.Comprou um cão mais um punhado de terra.Construiu um casebre um canil um galinheiro e uma horta.
Começou a apreciar as estrelas o cantar dos pássaros silvestres o rumor das árvores.Aprendeu a assobiar com o vento.
Levantava-se cedo só para ver o nascer do sol dormia de tarde e levantava-se só para ver o pôr do sol.Trabalhava à noite a ouvir jaze.Tinha finalmente o horário dos padeiros.
De quando em vez visitava o café do senhor Abílio para saber como plantar uma couve se o cão podia comer entrecosto que bolbos floriam em cada estação e àcerca do míldio a propósito de umas parreiras que medravam dispersas no terreno.
Nunca mais quiz saber da cidade.Chegou mesmo a conhecer o nome dos pássaros pelo seu canto.Não amava mas estava apaixonado.
Um dia o cão que era de barro disse-lhe
- Vê lá se me pintas de azul estou com saudades do alto mar.
- Também tu cão?